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Guarujá

NACAR: Polícia Federal realiza operação em Guarujá, Santos e São Vicente

PF volta ao Guarujá seis meses após prisão de prefeito

Foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão nos municípios de Guarujá; Santos; São Vicente, entre outras cidades / Reprodução

A Polícia Federal, em ação integrada com a Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), deflagrou nas primeiras horas de hoje a segunda fase da Operação Nácar, visando o aprofundamento das investigações que apuram fraudes nas contratações das áreas da saúde e da educação realizadas pela Prefeitura de Guarujá.

A investigação tem como objetivo o combate de possíveis crimes de corrupção, desvios de recursos públicos e outros crimes correlatos, envolvendo verbas federais. Foram vistos viaturas da Polícia Federal na Câmara de Vereadores, Prefeitura e até em frente ao imóvel de políticos da Cidade.  

Informações extraoficiais dão conta de que a Polícia Federal apreendeu durante a operação celulares, documentos e computadores na casa de sete vereadores.

Foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão em 31 endereços de Guarujá além de outras ações realizadas nos municípios de: Santos; São Vicente; São Bernardo do Campo; Carapicuíba; São Paulo; Campos do Jordão; e Brazópolis (MG). Participaram da deflagração 225 policiais federais e três auditores da CGU.

Dentre as medidas determinadas pela Justiça Federal, estão o bloqueio de mais de R$ 110 milhões de bens e valores de envolvidos, além do afastamento de ocupantes de cargos comissionados e eletivos de suas funções.

Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem variar de 12 a 46 anos

Nácar é a substância liberada pela ostra para se proteger e conter o corpo estranho, formando assim a pérola. O nome da operação é uma alusão ao processo de contenção de supostas ações criminosas em Guarujá, conhecida como Pérola do Atlântico.

INOCENTADO.

Dentro da questão que envolve a operação, ano passado, 11 votos a cinco, o prefeito Válter Suman (PSDB) foi inocentado pela Câmara de Vereadores e o processo de impeachment foi arquivado pelo Legislativo. Suman estava sendo acusado de eventuais irregularidades relacionadas à Organização Pró-vida, à empresa AM da Silva Serviços Administrativos Ltda, à ACENI - Instituto de Atenção à Saúde e Educação.  

O prefeito Válter Suman e o secretário de Educação, Marcelo Nicolau, chegaram a ser presos no dia 15 de setembro passado. A investigação começou quando o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) indicou que haviam indícios de irregularidades no contrato entre a Prefeitura de Guarujá e a Organização Social Pró-Vida, que é responsável por administrar a UPA da Rodoviária e 15 Unidades de Saúde de Família (Usafa). Por envolver verbas federais, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e para a Polícia Federal.

Em 20 de setembro do ano passado, Válter Suman retornou ao cargo, após a Justiça conceder a liberdade provisória. Súman foi preso no dia 15 e solto no dia 18 daquele mês. Ele é investigado por ser suspeito de comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 109 milhões da área da Saúde.

Suman disse que o dinheiro encontrado na casa dele pela Polícia Federal teriam sido lucros de uma propriedade rural do Interior de São Paulo que estaria, ainda segundo o prefeito, declarada adequadamente no Imposto de Renda

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