Secretário diz que não há data para volta às aulas presenciais em São Paulo

Bruno Caetano explicou que a prioridade é estabelecer medidas de planejamento para a reabertura das escolas

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04 AGO 2020Por Da Reportagem19h18
Alunos do Ensino Fundamental na EE José Chediak, zona leste da Capital, em foto de arquivoFoto: Milton Michida/A2 Fotografia

O secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, disse nesta terça-feira que não há previsão de data para retorno das aulas presenciais da rede pública em São Paulo. Ele explicou que a prioridade é estabelecer medidas de planejamento para a reabertura das escolas, que acontecerá somente quando houver liberação dos profissionais de saúde.

A declaração ocorreu durante Audiência Pública semipresencial realizada nesta terça-feira por iniciativa da Câmara Municipal de São Paulo, para discutir o Projeto de Lei (PL) 452/2020, de autoria do Poder Executivo, que estabelece medidas para o retorno às aulas presenciais na cidade. O governo de São Paulo já anunciou que as aulas poderão voltar em 8 de setembro.

O secretário garantiu que o prefeito Bruno Covas (PSDB) pediu que houvesse participação da secretaria em todas as discussões, por isso foram realizadas reuniões com todas as DREs (Diretorias Regionais de Ensino), além de diálogo com os representantes sindicais e o Conselho de Alimentação Escolar. “Não estamos falando de quando as aulas retornarão, mas quais as condições e planejamento necessários para que, quando a Saúde definir a possibilidade de volta, possamos dar segurança para a comunidade escolar”, disse.

O secretário ainda reforçou que deve ser realizado um inquérito sorológico com os estudantes da rede pública a respeito da Covid-19, para que ao fim desse levantamento haja mais elementos para tomar a melhor decisão sobre o cronograma de retorno. “Esse levantamento deve ser finalizado no fim do mês de agosto, e até lá, nenhuma mudança vai ocorrer por parte da Prefeitura”, garantiu.

O objetivo do texto é estabelecer medidas que garantam o adequado planejamento estrutural e pedagógico para o retorno. O projeto ainda cria programas de auxílio para a compra de materiais escolares e uniformes, e sugere medidas assistenciais de saúde aos alunos e profissionais da educação. A proposta também permite a contratação de professores e auxiliares técnicos em até 20% do quadro de funcionários, e autoriza a aquisição de vagas em escolas particulares de ensino infantil na cidade de São Paulo.