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Saúde

Caiu a máscara! Item deixa de ser obrigatório em ambientes fechados no Estado

Hospitais, serviços de saúde, transporte público e locais de acesso, como estações de metrô e trem e terminais de ônibus, porém, são exceções

João Doria (PSDB) / Governo de São Paulo

O uso de máscara deixa de ser obrigatório em ambientes fechados no estado de São Paulo a partir desta quinta (17). O governador João Doria (PSDB) anunciou a decisão durante o programa "Brasil Urgente" (Band), do apresentador José Luiz Datena, pré-candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo PSDB em São Paulo.

A medida será publicada em edição extra do Diário Oficial nesta quinta, com efeito imediato. Com isso, o uso de máscara não será mais exigido em locais fechados no estado.

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Hospitais, serviços de saúde, transporte público e locais de acesso, como estações de metrô e trem e terminais de ônibus, porém, são exceções. Nesses locais, a proteção contra Covid ainda será obrigatória em São Paulo.

A medida é válida para os 645 municípios do estado, independentemente do nível de imunização em crianças e adolescentes em cada cidade.

No dia 9 deste mês, conforme antecipado pela Folha, o item deixou de ser obrigatório em espaços abertos no estado de São Paulo. A exigência, no entanto, ainda valia para ambientes fechados.

Até semana passada, o governador e o Comitê Científico do estado trabalhavam com a previsão de anunciar o final da regra para lugares fechados até o final deste mês. Na última sexta (11), Doria disse que a população estaria livre da máscara, em definitivo, a partir do dia 23 deste mês.

O governador, contudo, resolveu antecipar o anúncio no programa de Datena –seu provável aliado nas eleições de 2022. Na segunda (14), o apresentador confirmou a sua candidatura ao Senado, na chapa de Rodrigo Garcia (PSDB), atual vice de Doria e que concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes em outubro deste ano.

Garcia deverá assumir o governo, de forma interina, em abril, para que Doria se dedique a corrida presidencial.

Datena deverá concorrer ao Senado pelo União Brasil, sucessor do antigo PSL, ao qual era filiado.

Desde maio de 2020 o uso de máscara era obrigatório em São Paulo, sob pena de infração e inclusive prisão. A infração prevista era de R$ 552,71.

A Vigilância Sanitária Estadual realizou 10.742 autuações de julho de 2020, quando se encerrou o período de adaptação à norma, a fevereiro deste ano.

A flexibilização das máscaras em locais abertos do estado, válida desde o dia 9 deste mês, foi justificada pela equipe do governo e pelo Comitê Científico com base em dois indicadores: a queda de casos e de mortes causadas por Covid e o avanço da campanha de imunização.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (16), o secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que houve uma queda de 77% em internações em enfermarias e UTIs (unidades de terapia intensiva). No entanto, o Comitê Científico registrou um aumento de 41,7% em números de casos de Covid-19 na semana epidemiológica –encerrada no sábado (12).

"Houve uma subnotificação, subregistro na semana do Carnaval, o que fez com que dados tanto de mortes e de casos tivessem sido apontados na semana passada e não na semana retrasada", justificou o secretário.

De acordo com Vacinômetro do governo, até 15h desta quinta-feira, 90,27% de toda a população acima de cinco anos estavam com o esquema vacinal completo. Foram aplicados 102,6 milhões de doses contra Covid no estado.

Entre o público infantil, 28,93% da faixa etária de 5 a 11 anos estão com o esquema vacinal completo.

Em seus discursos, Doria tem mencionado o seu empenho pela aquisição de lotes da Coronavac, ao mesmo tempo em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) sempre se manifestou de forma contrária à imunização.

"Aqueles que me acusavam, que diziam: 'Este calça apertada não entende nada. Vai comprar a vacina na China, a Vachina'. Dizia: 'Quem tomar vacina vai virar jacaré, viva a cloroquina e nada de vacina'. São 110 milhões de brasileiros que tomaram a vacina no braço e estão bem, inclusive eu", disse o tucano na sexta (11) na cidade de Catanduva, a 385 quilômetros da capital paulista.

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