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Praia Grande

Cidade da Criança pode dar lugar a hospital infantil em Praia Grande

'Pontapé' inicial do primeiro hospital infantil da Baixada Santista será dado neste sábado (6), no Jardim Solemar II

Parceria deve reformar imóveis e adaptá-los para a construção do hospital na Cidade da Criança / Nair Bueno/ DL

A Direção da Associação Assistencial Cidade de Criança, complexo que fica na Rua Adriano Dias dos Santos, no Jardim Solemar II, em Praia Grande, dará um passo importante hoje, às 10 horas, para a implantação do primeiro hospital do câncer voltado ao atendimento de crianças e adolescentes da Baixada Santista. Será apresentado o projeto e realizada uma visita monitorada ao espaço que sediará o hospital. As informações são da presidente da entidade, Cláudia Lima, e da vice-presidente, Glória Lourenço.

"Será nosso primeiro encontro de médicos, incluindo o mestre e doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), na especialidade de Oncologia Pediátrica, e professor responsável da Faculdade de Medicina do ABC, Jairo Cartum, que atua há mais de 20 anos na Região do ABC paulista", afirma Claudia.

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Glória completa: "Também estarão presentes os arquitetos David Alves Patrício, José Francisco do Amaral e Júlio Carlos de Campos, além de engenheiros e profissionais da área hospitalar em prol da discussão de demanda de oncologia infantil no litoral sul e grande ABC. O nosso projeto abrange os nove municípios do litoral, em uma área doada de em comodato por 50 anos, renováveis por mais 50 anos, com aprovação de mesmo período para um centro universitário na área da saúde".

HÁ DOIS ANOS

A proposta vêm sendo discutida desde março de 2020 e o assunto já foi publicado com exclusividade pelo Diário há dois anos. Nas últimas décadas, com os vários altos e baixos da economia, a entidade passou a ter dificuldades para sobreviver.

A Cidade da Criança chegou a ser considerada pela Unesco referência internacional no atendimento a adolescentes na década de 70, mas acabou perdendo o principal objetivo e entrando em decadência física. São 600 mil metros quadrados (200 de área ocupada e 400 só de área preservada) praticamente ociosos.

A área possui um campo de futebol oficial com vestiários e arquibancadas; uma quadra esportiva; oito pavilhões com 200 metros quadrados cada; alojamentos; um conjunto de seis casas e oito pequenos apartamentos, uma usina elétrica, uma lagoa com superfície de quatro mil metros quadrados; uma igreja e uma sede de 400 metros quadrados, com um consultório dentário montado, entre outros imóveis. No entanto, a maioria está sucateada.

"Temos certeza que muitos imóveis aqui da Cidade da Criança podem ser reformados e transformados em sede de grandes projetos. A nossa diretoria está buscando parceiros e sei que eles logo virão assim que o hospital começar funcionar", revela Cláudia.

A Direção da Associação lembra que a área da Cidade da Criança é privada e que o proprietário proíbe que o objeto da entidade (assistência à criança) seja mudado.

Conforme a escritura de doação, de 27 de julho de 1960, o imóvel não pode ser vendido, permutado, onerado e nem arrendado. Caso a finalidade não seja cumprida ou abandonada, a área volta aos doadores ou sucessores. A decretação de utilidade pública também não pode ser suspensa.

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