EUA avaliam suspensão de restrições para entrada de estrangeiros do Brasil e da Europa

Com as restrições, está impedida a entrada da maioria dos residentes não americanos que estiveram nesses países nos 14 dias anteriores

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25 NOV 2020Por Gazeta de S. Paulo18h43
Trump ainda pode optar por não suspender as restrições, já que há um número alto de infecções por coronavírus na EuropaFoto: Official White House Photo/Andrea Hanks/Fotos Públicas

Os Estados Unidos estão considerando suspender as proibições de entrada para a maioria dos cidadãos estrangeiros que esteve recentemente no Brasil, no Reino Unido, na Irlanda e em 26 outros países europeus, informaram cinco autoridades norte-americanas e de companhias aéreas à agências de notícias “Reuters”.

A suspensão foi imposta pelo presidente Donald Trump como uma tentativa de conter a pandemia de Covid-19. No entanto, o presidente não está considerando suspender o veto de entrada para a maioria dos estrangeiros que esteve recentemente na China ou no Irã, acrescentaram as autoridades.

A restrição ao Brasil foi imposta em maio. Para não americanos da China em 31 de janeiro e, em seguida, o Irã em fevereiro. Com as restrições, está impedida a entrada da maioria dos residentes não americanos que estiveram nesses países nos 14 dias anteriores, mas o Departamento de Estado dos EUA tem concedido algumas "exceções de interesse nacional" para permitir que viajantes da Europa relacionados a "viagens humanitárias, resposta à saúde pública e segurança nacional” entrem no país.

Entretanto, Trump ainda pode optar por não suspender as restrições, já que há um número alto de infecções por coronavírus na Europa. De acordo com as autoridades, um obstáculo potencial para a medida é o fato de que os países europeus provavelmente não permitirão imediatamente que a maioria dos norte-americanos retome as visitas.

Companhias aéreas

Autoridades do governo acreditam que suspender as restrições seria um alívio para as companhias aéreas norte-americanas, pois viram as viagens internacionais caírem 70%, segundo dados do setor de aviação civil.

Na terça-feira, a Airlines for America, grupo que representa a American Airlines, a Delta Air Lines, a United Airlines Holdings e outras companhias, disse que "vem defendendo que o governo federal estabeleça um padrão nacional de testes para eliminar as restrições de viagens".

Um porta-voz do Departamento de Transporte dos EUA afirmou que "o departamento está pronto para apoiar a retomada segura de voos internacionais de e para os EUA". “As conversas estão em andamento entre o governo federal, parceiros internacionais e partes interessadas da indústria sobre esses assuntos”.