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Desembargador manda Geddel para prisão domiciliar

A decisão é do desembargador do Tribunal Regional Federal de Brasília Ney Bello

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12 JUL 2017Por Folhapress17h12
Geddel foi preso no último dia 3 sob suspeita de tentar obstruir investigaçõesFoto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-ministro Geddel Vieira Lima recebeu autorização nesta quarta-feira (12) para sair da penitenciária da Papuda, em Brasília, e cumprir prisão domiciliar.

A decisão é do desembargador do Tribunal Regional Federal de Brasília Ney Bello.

Geddel foi preso no último dia 3 sob suspeita de tentar obstruir investigações.

Na semana passada o juiz da 10ª Vara Federal em Brasília, Vallisney Oliveira, havia decidido manter a prisão do ex-ministro durante audiência de custódia. Na ocasião, Geddel chorou ao saber que continuaria na Papuda.

A prisão do ex-ministro e amigo de Michel Temer foi decretada no âmbito de um processo que investiga desvios na Caixa entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de pessoa jurídica do banco estatal.

Também são investigados nesse caso, derivado da Operação Cui Bono, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o corretor de valores Lucio Funaro, ambos presos.

O principal motivo para a prisão de Geddel foi o depoimento de Funaro em um dos inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga o presidente da República.

Funaro entregou registros de ligações telefônicas feitas em maio por Geddel à sua mulher, Raquel. O corretor disse em depoimento que "estranhou" as ligações, pois Geddel "sondou" qual era a disposição dele, Funaro, de fazer uma delação premiada.

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