Continua greve nas empreiteiras no Pólo Industrial

Cerca de 8.200 trabalhadores de 23 empreiteiras mantêm greve por melhores salários em Cubatão

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20 MAI 201410h14

Cerca de 8.200 empregados de empreiteiras do Pólo Industrial de Cubatão, mantêm há três semanas uma greve por melhores salários. Hoje, cedo, eles voltam a se reunir em nova assembleia e se não houver nova proposta para acordo, a greve deverá ir à julgamento no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

A greve envolve o consórcio Tomé & Technip, com 4.800 empregados, que segundo os grevistas, teria pago  o adiantamento salarial do mês bastante a menor, o que serviu para revoltar ainda mais a categoria.

Junto com eles, continuam paralisados 3.400 de outras 22 empreiteiras, segundo dados atualizados do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos).

O consórcio Tomé & Technip presta serviços à Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC Petrobras), mas a greve atinge outras empresas do polo industrial, com exceção da Usiminas.

O pessoal da Tomé Technip recusou de novo, ontem, os 10% de correção salarial, vale-refeição de R$ 20 por dia, participação nos lucros ou resultados (plr) de 1,3 salário e pagamento dos dias parados.

 Greve nas empreiteiras pode ir à julgamento no Tribunal do Trabalho (Foto: Divulgação)

Eles reivindicam aumento real de 10% acima do INPC dos 12 meses anteriores à data-base de maio, correspondente a 5,62%. O Sintracomos espera novas negociações e acordos. 

O presidente do sindicato, Marcos Braz de Oliveira, Macaé, acha melhor o acordo negociado do que o julgamento da greve pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP).

Até o final da tarde da última sexta-feira, estas empresas haviam feito acordos com o Sintracomos: Almeida Junior, Alvarez e Muniz, Brasmil, Comau, Consorcio URC Engevix Niplan, Crimontec e Egassignato.

Mais: Elfe, Engepro, Engevix, Eqserv, Geplan, Ideal, Imc Saste, Industec, Isotec, Itororó, Kajiwara, Magnum, Manserv, MCE, Meta, Mus, Nobre, Perfecta, Pinturas Ypiranga, Potencial, Realtec, TGB, Walb, WN e WRM.

Por outro lado, estas permaneciam sem acordos: Baritech, Caldplan, Consorcio Tomé e Technip, Consórcio NM Dutos, Construcap, Espiral, Etemp, Falcão Bauer, Fast, Imoterpa, Integral, Max Lift, Mills, Mti, NM, Penna Rafal, Pilé Drive, Planemont, Predigas, Queiroz Galvão, Rip, Terracom e Vertho.