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Guarujá

Suman relembra tragédia de 2020 e diz que Guarujá está preparada para chuvas

O temporal teve início na noite de 2 de março de 2020 e perdurou durante a madrugada do dia 3

Da Reportagem

Publicado em 01/03/2024 às 17:52

Atualizado em 01/03/2024 às 20:09

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O desastre natural deixou 34 mortos / Divulgação

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O temporal teve início na noite de 2 de março de 2020 e perdurou durante a madrugada do dia 3. O resultado foi diversos transtornos em praticamente todas as cidades da Baixada Santista, mas foi Guarujá quem sofreu mais com o fenômeno. Moradores da Barreira do João Guarda, do Morro da Bela Vista, também conhecido como Morro do Macaco Molhado, e do Morro do Engenho foram os mais atingidos.

"Hoje, 1º de março 2024, recordamos que, há quatro anos, exatamente na madrugada de 2 para 3 de março 2020, foi uma das mais difíceis da história de Guarujá. A cidade recebeu um verdadeiro meteoro em forma de água, foram 405mm de chuva em apenas 72 horas. Isto é o equivalente a duas usinas de Itaipu sendo despejadas sobre a cidade neste curto período de tempo, causando inúmeros transtornos, entre eles, deslizamentos em pelo menos sete morros da Cidade, deixando um rastro de luto e destruição naquele que ficou conhecido como o evento mais extremo de toda a nossa trajetória, mas Guarujá não se abateu e respondeu com grande velocidade, o que nos valeu, inclusive, um certificado de resiliência pela gestão de riscos de desastres oferecido pela Defesa Civil do Estado de São Paulo", afirmou Suman.

"A prefeitura investiu muito em projetos de recuperação urbana, um montante superior a R$ 12 milhões em recursos próprios. Como pronta resposta, adotamos um programa de locação social atendendo 771 famílias vítimas dos deslizamentos que tiveram suas casas destruídas, ou interditadas. A retirada de famílias de área de risco, iniciada em 2017, foi intensificada e hoje temos 1.644 morando em condições dignas".

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O desastre natural deixou 34 mortos, um dos maiores da história da Baixada Santista, e levou a Administração Municipal Guarujaense a mudar totalmente a maneira como atua e se prepara para possíveis catástrofes naturais.

"Providenciamos um projeto habitacional específico para as famílias vítimas de deslizamentos que está sendo erguido no Cantagalo, são 240 apartamentos cujas obras já estão 70% concluídas e, paralelamente, a Prefeitura está atualizando o seu plano Municipal de Redução de Risco, o PMRR, em parceria com técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas acompanhados das equipes da Defesa Civil Municipal. Este plano está realizando um mapeamento completo dos tipos de moradia da inclinação da encosta, da distância entre casas do histórico deslizamento, reunindo todos os dados necessários para aumentar a segurança desses pontos".

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"A Prefeitura de Guarujá finalizou, em tempo recorde, as obras de contenção do Morro da Bela Vista, uma das áreas mais afetadas em 2020 e está repetindo a dose no Morro da Barreira do João Guarda com obras em ritmo acelerado aplicando o que há de mais moderno na engenharia. Os operários usando, inclusive, o rapel para jateamento do paredão íngreme de concreto. O Morro da Barreira de João Guarda também ganhou um sistema de alerta para alertar os moradores na eventualidade de temporais extremos. Em breve, as ruas desses pontos receberão placas de sinalização indicando rotas de fuga a área sujeitas à erosão e desmoronamento, pontos de encontro, e abrigos emergenciais. As comunidades também receberão um núcleo comunitário de proteção e Defesa Civil integrando moradores e agentes. É assim, com acolhimento, e pronta resposta, que Guarujá investe todos os dias na proteção da população e na capacidade de reinventar na busca de superar desafios e promover contínuo desenvolvimento de nossa cidade", concluiu.

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