Thiago Silva deixa de pensar em levantar taça para focar na Croácia

“A poucos dias do jogo, existe apreensão, ansiedade, e tudo isso atrapalha em alguns momentos", comentou o capitão da seleção brasileira

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08 JUN 201411h39

Thiago Silva já admitiu dificuldades para dormir ao longo deste ano por se imaginar levantando a taça na final da Copa do Mundo em 13 de julho, no Maracanã. Mas, às vésperas da estreia no torneio, o capitão da Seleção Brasileira garante que deixa o sonho de lado para focar no adversário da estreia, na quinta-feira.

“Eu pensava muito em levantar a taça, mas, a partir deste momento, penso exclusivamente na Croácia. O primeiro jogo é quase tão importante quanto a final”, discursou o zagueiro, que admite a ansiedade para o Mundial e, por isso, comemorou a folga dada ao elenco nesse sábado.

“A poucos dias do jogo, existe apreensão, ansiedade, e tudo isso atrapalha em alguns momentos, mas ter uma comissão técnica vitoriosa e experiente passa tranquilidade, nos deixa à vontade. A folga nos faz voltar um pouquinho mais tranquilos. A comissão sabe o que está fazendo”, elogiou.

Em relação a quem trabalha com Luiz Felipe Scolari, o jogador agradece aos preparadores físicos que reforçaram sua condição ao longo da semana passada, na Granja Comary. “Se eu estivesse com uma perna só, ia falar que estava pronto”, sorriu. 


Thiago Silva já admitiu dificuldades para dormir ao longo deste ano por se imaginar levantando a taça na final da Copa do Mundo em 13 de julho, no Maracanã (Foto: ABr)

“A temporada foi cansativa para todos nós na Europa, tanto que fiquei fora contra o Panamá para recuperar a forma física e um pouco de força que perdi nos últimos meses. Estou preparado como meus companheiros e treinando bem”, afirmou Thiago Silva, focando mais os três pontos do que na busca por espetáculo no estádio do Corinthians.

“Temos um prazo para aprimorar para a estreia, acertar algumas coisas e entrar bem. A parte física não é ideal, mas estrear bem, com vitória, dá uma possibilidade maior de chegar mais à frente”, indicou o zagueiro, que se define como um capitão que só eleva voz quando necessário.

“Sou um capitão bem equilibrado, tranquilo. Bravo em alguns momentos como é normal em jogo de futebol, se exaltando para acertar o posicionamento, tanto que fico um pouco rouco. Mas sendo o mais companheiro e positivo possível. Não adianta querer ajudar e prejudicar”, explicou.