"Queremos o primeiro lugar", avisa ídolo costarriquenho

Paulo Wanchope é auxiliar do técnico colombiano Jorge Luis Pinto e um dos maiores ídolos dos costarriquenhos

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22 JUN 201414h09

Apesar de ter um elenco jovem, a Costa Rica, seleção que surpreendeu a todos garantindo a classificação antecipada às oitavas de final da Copa do Mundo no grupo da morte, tem no banco de reservas uma grande arma.

Paulo Wanchope é auxiliar do técnico colombiano Jorge Luis Pinto e um dos maiores ídolos dos costarriquenhos. Com 45 gols pela seleção, um deles contra o Brasil de Felipão no Mundial de 2002, Wanchope tem trabalhado para manter o time com ‘os pés no chão’ em meio a um momento histórico, sem deixar de incentivar o time.

“Primeiro temos que controlar as emoções. Já estamos classificados, mas é importante pontuar, crescer como equipe”, disse, pregando respeito ao time inglês. “São grandes jogadores, que têm orgulho, não querem sair com zero pontos. A cabeça está bem mentalizada que podemos dar mais, que é uma partida muito importante. Queremos o primeiro lugar, temos essa convicção”, avisou.

Wanchope fez parte da seleção da Costa Rica que também foi às oitavas de final da Copa, em 1990, na Itália, quando a foram eliminados pela Tchecoslováquia. A derrota completa 24 anos nesta segunda-feira, mas o resultado é o mais expressivo até hoje pelo país.

Paulo Wanchope marcou 45 gols pela seleção da Costa Rica (Foto: Tiago Salazar/DL)

O ex-atacante também atuou no futebol inglês, quando conheceu Frank Lampard, ídolo da Inglaterra e que deve estar no banco de reservas no duelo desta terça-feira.

“Tenho contato com ele, passamos bons momentos em West Ham, fomos companheiros, amigos, agora vamos conversar normalmente. Esperamos que possa seguir um pouco mais a sua carreira profissional”, disse Wanchope, que também atuou pelo Manchester City.

Sobre a arbitragem, Wanchope preferiu não polemizar. A Costa Rica reclamou muito de um pênalti não marcado em Campbell no lance anterior ao gol de Bryan Ruiz, que também poderia gerar polêmica, já que a bola bateu dentro do gol e voltou para o campo.

“Esse momento está tudo bem, temos que entender que são humanos e podem falhar. Graças a Deus, a Fifa tomou uma decisão importante de usar a tecnologia no gol”, comentou.