Alonso esclarece desmaio, mas ainda desconhece razões do acidente

Ainda nos testes de pré-temporada para o Mundial de Fórmula 1, Alonso bateu contra o muro no circuito de Montmeló, na Catalunha, e teve que ficar internado no hospital por alguns dias

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26 MAR 201513h25

Prestes a voltar às pistas na madrugada desta sexta, nos primeiros treinos livres para o GP da Malásia, Fernando Alonso chegou ao paddock da McLaren nesta quinta para realizar testes prévios de reflexo e cognição com a comissão médica. Apto a competir, Alonso falou sobre o acidente que sofreu ainda em fevereiro, um dos mais críticos de toda sua carreira na F1.

Ainda nos testes de pré-temporada para o Mundial de Fórmula 1, Alonso bateu contra o muro no circuito de Montmeló, na Catalunha, e teve que ficar internado no hospital por alguns dias. Neste meio tempo, muitas informações desencontradas surgiram na mídia, suposições que o espanhol fez questão de passar a limpo nesta manhã.

“Eu me lembro de tudo. O carro foi batendo no muro antes de parar por completo. Logo após isso, eu desconectei a comunicação de rádio e bloqueei o ERS (sistema de recuperação de energia) porque vi os comissários de prova se aproximando”, disse. “Logo, eu perdi a consciência na ambulância devido à medicação que me deram para me transportarem no helicóptero. Tem um tempo, das duas as seis da tarde, no hospital, que não recordo nada porque estava medicado. Não acordei em 1995 e nem falando italiano”, esclareceu ao El País.

Allonso falou sobre o acidente que sofreu ainda em fevereiro, um dos mais críticos de toda sua carreira na F1 (Foto: Vincent Thian/Associated Press/Estadão Conteúdo)

Ainda sob investigação, o acidente de Fernando Alonso segue gerando controvérsias nos bastidores. De acordo com o piloto, ainda não é possível diagnosticar o real motivo da colisão. “Não há dados que possam nos ajudar a dizer quem exatamente falhou. Há novos mecanismos incorporados e eu espero explicar mais coisas quando tivermos a informação. Está claro que o carro teve um problema que não aparece nos dados. Pode ser que não cheguemos a saber a razão”, contou.