Alta do dólar faz com que 33% dos intercambistas migrem para outros destinos

A diminuição da duração do tempo de intercâmbio ou de sua carga horária foi a alternativa encontrada pelos intercambistas que não quiseram abrir mão dos EUA como lugar escolhido

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29 MAI 201515h52

 A alta do dólar é apenas uma pedra no caminho dos estudantes que desejam fazer intercâmbio, mas os intercambistas não desistem de percorrer o caminho desejado, eles apenas desviam da pedra e buscam novas alternativas. Afinal, as exigências do mercado em um mundo globalizado, continuam as mesmas. "A fluência em mais de um idioma e a vivência internacional são exigências cada vez mais comuns para quem busca uma colocação profissional e para isso, nada melhor do que um intercâmbio no qual o estudante "mergulha" na cultura de um outro pais", complementa Marcelo Albuquerque, diretor da IE Intercâmbio, uma das maiores agências de intercâmbio do Brasil.

Assim, sobe o dólar ou desce o dólar, ninguém deixa de viajar, as pessoas apenas adaptam as suas necessidades aos seus bolsos. "Os intercambistas acabaram mudando as suas rotas afim de chegar no objetivo de sempre: a educação internacional com foco na carreira", afirma Marcelo Albuquerque.

A diminuição da duração do tempo de intercâmbio ou de sua carga horária foi a alternativa encontrada pelos intercambistas que não quiseram abrir mão dos EUA como lugar escolhido. Porém, segundo a IE Intercâmbio, 33% dos estudantes resolveram migrar para novos destinos mais econômicos, cuja a moeda usada não é o dólar. "Dessa forma, desde fevereiro deste ano, o curso mais procurado pelos intercambistas continua sendo o do idioma inglês, porém, os EUA, que era um dos destinos mais procurados pelos estudantes, cedeu lugar para o Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Malta", diz o diretor da empresa de intercâmbio.

Para se ter uma ideia, de acordo com a IE, a procura pelo Canadá, que já era um destino bastante procurado, cresceu 39%. Já a Austrália, teve um crescimento de 21%. A Nova Zelândia, que tinha uma procura mais tímida, passou a ser mais procurada e aumentou 14%. Malta não ficou de fora e fechou o ranking com 12% a mais de intercâmbios fechados.

"A escolha do destino faz toda a diferença no rendimento do curso realizado pelo intercambista. Por isso, é muito importante o diálogo entre a agência e o estudante, para que a empresa consiga orientar o intercambista a optar por um lugar que se enquadre nos seu perfil e vá de encontro com seus objetivos", acrescenta Marcelo Albuquerque.

O Canadá é um lugar com vários atrativos turísticos e cidades que agradam todos os gostos. Para aqueles que curtem a diversão noturna, atividades culturais ou são apreciadores de bons restaurantes com uma grande variedade gastronômica, Toronto é a cidade ideal. Já para os que são mais diurnos e preferem um inverno mais ameno, paisagens exuberantes e um ritmo de vida mais tranquilo, com certeza, Vancouver é a opção certa.

A Austrália, conhecida por muita gente como "um Brasil mais desenvolvido", é interessante para os amantes das praias e do surf. O país também é bastante procurado por ter uma economia estável e oferecer boas oportunidades de emprego. O clima tropical é outro atrativo para os intercambistas. O dólar australiano, que atualmente está na faixa de AUD 2,37, também está chamando atenção dos estudantes.

Estudar na Nova Zelândia é uma boa alternativa para quem curte esportes radicais, pois a natureza do país é propícia para quem gosta de se aventurar no alpinismo, surf e esqui. Além disso, a educação do país tem destaque mundial. Os neozelandeses valorizam muito a cultura do seu povo nativo, o maori, tornando o lugar cheio de espiritualidade e arte.

Para quem gosta do "velho mundo", Malta é a escolha certa. O arquipélago localizado no Mediterrâneo a 90 Km da Sicília e 290 km da costa africana, tem uma história milenar. A grande vantagem de Malta é a sua proximidade com a Europa, de maneira que é possível conhecer outros destinos durante a viagem. O custo de vida barato também é um atrativo para os intercambistas.