Sedentarismo aumenta problemas de coluna em jovens

Má postura também é um dos grandes vilões para as dores nas costas

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23 DEZ 2017Por Da Reportagem17h01
As dores mais comuns são as cervicalgiasFoto: Divulgação

Se você trabalha muitas horas sentado, o risco de adquirir problemas na coluna é relativamente grande. Agora, se somar a isso maus hábitos posturais e o sedentarismo, os riscos aumentam e as dores nas costas tendem a chegar ainda mais precocemente, entre 25 e 30 anos.
 
É o que alerta a fisioterapeuta da Physio Life, em Santos, Romina Bonder. “Normalmente as pessoas entre 30 e 60 anos são as mais atingidas por problemas na coluna, porém os sintomas têm surgido cada vez mais cedo devido à má postura e a falta de atividade física”, salienta.

As dores mais comuns são as cervicalgias, localizadas na região cervical e decorrentes de posturas viciosas no trabalho, lazer, em casa, movimentos intensos e repetitivos ou bruscos e até tensão emocional, com ou não irradiação para os membros superiores.
 
Já as lombalgias, com ou não irradiação para outros membros inferiores, normalmente são ditas como ciatalgias, dores ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultantes de comprometimento de raiz nervosa na coluna.
 
Nos casos mais comuns, esses problemas de coluna são apresentados em pessoas com mais de 30 anos, mas segundo a também fisioterapeuta da Physio Life Vânia Arruda, 95% deles são preveníveis, com a prática regular de esportes e a correção preventiva da postura.

Em casos de diagnósticos já confirmados, os tratamentos variam de acordo com as avaliações específicas e das detecções das dores apresentadas. “Utilizamos exercícios orientados, RPG e até eletroterapia analgésica”, explica Vânia.
 
Os tratamentos funcionam para todos os problemas da coluna vertebral, desde que sejam seguidos os protocolos definidos após a avaliação. “Todos os pacientes devem passar pela fase de analgesia, estabilização vertebral (ativação da musculatura profunda da coluna), exercícios específicos, reeducação da postura e retorno as atividades regulares”, diz Romina.

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