21h : 06min

Conheça o
Caderno + DL

Ler

Assine o Jornal por R$8
por mês no plano atual

AssineLer Jornal

Aécio diz que 'nem de longe' acusação de Calero atinge Temer

O ministro tucano Bruno Araújo (Cidades) também defendeu Aécio e atacou Calero: "Não me parece uma atitude, no mínimo, civilizada [a gravação de conversas com Temer]"

Comentar
Compartilhar
25 NOV 2016Por Folhapress19h00
Aécio Neves disse que o caso "nem de longe" atinge Temer e cobrou investigação sobre CaleroFoto: Divulgação

Reunidos em Brasília na manhã desta sexta-feira (25), integrantes do PSDB adotaram um discurso unificado ao serem questionados sobre a crise envolvendo o caso Geddel Vieira Lima: apoio incondicional a Michel Temer e críticas ao acusador, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero.

Momentos antes do anúncio da saída de Geddel Vieira Lima, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, disse que o caso "nem de longe" atinge Temer e cobrou investigação sobre Calero.

"Se confirmado isso, há algo aí extremamente grave que também tem que ser investigado, o fato de um servidor público [Calero], até aquele instante de confiança do presidente da República, com cargo de ministro de Estado, entrar com um gravador para gravar o presidente da República. Isso é inaceitável, isso é inédito na história republicana do Brasil, porque permite achar que nessa conversa possa ter induzido qualquer palavra do presidente" afirmou Aécio. Ele faz referência a informações, ainda não confirmadas, de que Calero gravou conversas integrantes do governo, incluindo o presidente.

O tucano acrescentou acreditar ser essa uma atitude passível de punição. "Mas na minha avaliação, do PSDB, nem de longe esse episódio atinge o sr. presidente Michel Temer."

Questionado sobre a mudança de postura em relação ao período em que o PSDB estava na oposição, Aécio negou incoerência e disse que será investigada também a suspeita de que integrantes do governo tenham tentado forçar Calero a tomar uma medida contrária à recomendação técnica, em benefício pessoal de Geddel.

Aécio afirmou que a situação mudaria de patamar apenas se ficasse comprovado que o presidente fez "uma determinação para se resolver o problema". Segundo ele, não há problema em encaminhar o caso para a Advocacia-Geral da União eximir dúvidas.

O ministro tucano Bruno Araújo (Cidades) também defendeu Aécio e atacou Calero: "Não me parece uma atitude, no mínimo, civilizada [a gravação de conversas com Temer]."

Os tucanos estão reunidos na Câmara dos Deputados para encontro com prefeitos eleitos da sigla. Além de Aécio e Araújo, participarão o governador Geraldo Alckmin, o prefeito eleito João Dória e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Há previsão de um almoço da cúpula tucana com Temer no Palácio da Alvorada.

Em evento que participou em Brasília antes do encontro, Alckmin disse que "esse é um tema da área federal e o governo vai encaminhá-lo corretamente."

Colunas

Contraponto

Construtora CredLar