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Trump sugere que polícia poderia ter evitado ataque em metrô de Londres

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou que não era proveitoso que 'qualquer um fizesse especulações'

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16 SET 2017Por Folhapress00h30
Donald Trump sugeriu que a polícia britânica poderia ter evitado o ataque no metrô de LondresFoto: Associated Press

O presidente americano Donald Trump escreveu em uma rede social nesta sexta-feira (15) que o recente atentado ao metrô de Londres foi causado por "terroristas perdedores" que já estavam na mira da Scotland Yard, sugerindo assim que as autoridades tinham informações sobre o ataque antes que ele ocorresse.

A polícia britânica se recusou a comentar a declaração de Trump e sua sugestão de que o ataque da manhã de sexta poderia ter sido evitado.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou que não era proveitoso que "qualquer um fizesse especulações" sobre uma investigação ainda em curso.

O metrô de Londres foi alvo de uma explosão nesta sexta-feira que deixou ao menos 29 feridos, mas nenhum em estado grave ou morto, segundo informações preliminares.

Trata-se do quinto ataque terrorista no Reino Unido neste ano, sendo que quatro deles ocorreram em Londres. O mais grave deixou 22 mortos na saída de um show da cantora americana Ariana Grande em Manchester.

Anti-imigração

Em uma série de postagens sobre o ataque, o presidente Trump também afirmou que seu programa que restringe a entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana deveria ser ampliado.

"As restrições de entrada nos EUA deveriam ser mais amplas, mais duras e mais direcionadas -estupidamente, isso não seria politicamente correto!", escreveu.

O programa está emperrado em uma batalha judicial desde que o governo Trump lançou a primeira iniciativa de restrição em janeiro deste ano. Uma audiência na Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das restrições está agendada para o dia 10 de outubro.

Não se sabe qual seria o impacto da decisão da Corte, uma vez que as restrições têm prazos que se encerram no fim deste mês e do mês de outubro. É improvável que uma decisão seja proferida pela Corte antes da expiração dos prazos.

O governo ainda não anunciou se irá instituir novas restrições, e se elas seriam permanentes ou se incluiriam outros países.

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