Protestos só vão parar quando as reivindicações forem atendidas

A categoria quer melhores condições de trabalho e novas contratações nas agências bancárias e denunciam o adoecimento de funcionários e demissões

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11 JAN 201320h58

Enquanto as reivindicações não forem atendidas, o Sindicato dos Bancários de Santos e Região continuará com os protestos na Região. O sindicato reivindica melhores condições de trabalho e de saúde para os funcionários e novas contratações.

Ontem, mais uma agência bancária foi paralisada em protesto contra a demissão de uma funcionária. A agência do Santander, localizada na Praça José Bonifácio, no Centro de Santos, foi fechada pelos manifestantes das 8 às 12 horas. As mobilizações começaram no dia 5 de julho e desde então houve paralisações em pelo menos quatro agências em Santos, sendo três do Banco Itaú e uma do Santander.

Segundo o presidente do sindicato, Ricardo Saraiva, o Big, o protesto de ontem foi contra a demissão de uma funcionária que está doente e em tratamento de ordem psicológica.

Em princípio, a paralisação duraria o dia, mas segundo informou o sindicato, o departamento de relações sindicais do Santander entrou em contato com Big e recuou afirmando oficialmente que iriam realizar nova perícia na trabalhadora demitida, “a fim de apurar a análise clínica notadamente nos quesitos apontados pela Entidade Sindical e o médico assistente”, conforme e-mail enviado e assinado por Fabiana Ribeiro, da vice presidência executiva de recursos humanos do Santander.

O Sindicato aguardará o laudo da nova perícia, caso a bancária não seja readmitida paralisará agências por tempo indeterminado. De acordo com Big, o laudo deverá sair na próxima segunda-feira (18), quando agência e sindicato voltam a se reunir para discutir a readmissão da funcionária.

“Não precisa ser médico para atestar que a bancária está doente”, afirma Vanessa Gonçalves, diretora do sindicato e funcionária do Santander. “É importante que os bancários, que estejam doentes, entreguem os laudos e atestados médicos imediatamente no departamento de Saúde do sindicato para se resguardar contra demissões”, ressalta Fabiano Couto, diretor do sindicato e funcionário do Santander.

”O assédio, a extrapolação da jornada, sobrecarga de serviços, desvio de função e a pressão para cumprimento de metas é diária e intensa no Santander. Isto está causando doentes em massa no banco”, declarou ainda o sindicato em nota. Segundo Big, a paralisação no Santander não estava nos planos do sindicato e foi decidida na tarde de quarta-feira (14) após tomarem conhecimento do caso da bancária.