Greve da CPFL Piratininga na Baixada entra no quarto dia

O movimento paredista foi iniciado na última segunda-feira, devido ao impasse nas negociações com a empresa para a definição da nova fórmula da Participação dos Lucros e Resultados

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21 MAI 201511h07

A greve dos cerca de 250 trabalhadores da CPFL Piratininga na Baixada Santista chega ao quarto dia hoje.  Na noite de terça-feira, a categoria deliberou a continuidade da paralisação, durante assembleia realizada na sede do Sindicato dos Urbanitários de Santos (Sintius).

O movimento paredista foi iniciado na última segunda-feira, devido ao impasse nas negociações com a empresa para a definição da nova fórmula da Participação dos Lucros e Resultados (PLR).

Os trabalhadores da CPFL ouviram muitas reclamações de consumidores que tiveram a luz cortada nos últimos dias. Esse trabalho é realizado pela empreiteira Start Engenharia, a pedido da empresa.

O Sindicato não concorda com esse tipo de atitude, porque quem tem a luz cortada por um problema de falta de pagamento, por exemplo, apenas consegue solucionar a situação em uma agência de atendimento. As unidades desse tipo estão fechadas em razão da greve.

Marcos Sérgio Duarte, Marquito, presidente do Sintius (Foto: Matheus Tagé/DL)

Para o presidente do Sintius, Marquito Duarte, essa atitude da empresa busca jogar a população contra o Sindicato, que coordena uma greve, que é uma ação responsável da classe trabalhadora e legítima, garantida pela Constituição. O Sintius está estudando medidas jurídicas e deve acionar o Ministério Público para impedir que o corte de luz seja realizado durante o período de paralisação.

Impasse nas negociações

Na tarde da última terça-feira, durante audiência de conciliação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), em São Paulo, a empresa não apresentou qualquer proposta para fim do impasse.