No 1º dia, Exército visita 1.064 casas para combater dengue em SP

A Secretaria Municipal da Saúde decidiu pedir ajuda de 50 homens das Forças Armadas diante do alto número de recusas de moradores em abrir suas casas

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24 ABR 201512h26

No primeiro dia de trabalho conjunto, agentes de zoonoses da Prefeitura e soldados do Exército visitaram 1.064 imóveis na zona norte da cidade em busca de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. A Secretaria Municipal da Saúde decidiu pedir ajuda de 50 homens das Forças Armadas diante do alto número de recusas de moradores em abrir suas casas.

"De cada dez residências que a Prefeitura visita, duas têm moradores que não permitem a entrada. Com a presença dos militares, achamos que os cidadãos vão se sentir mais seguros em abrir a porta", disse o secretário adjunto da Saúde, Paulo Puccini. A recepção dos agentes públicos continua sendo facultativa, mesmo com a presença do Exército. Ontem, apenas 16 moradores não autorizaram a entrada das equipes.

Agentes visitaram 1.064 imóveis na zona norte da cidade em busca de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

No primeiro dia da parceria, foram feitas visitas no Limão, um dos distritos mais afetados pela dengue neste ano. "Já fui assaltada e não gosto de deixar gente estranha entrar em casa, tenho medo de ser ladrão disfarçado. Com o Exército, dá mais segurança", disse a aposentada Shirlei Ferreira, de 74 anos, que teve a casa visitada pela manhã.

A agente de zoonoses Lucia Maria de Oliveira, de 38 anos, que atua nas ruas desde 2007, afirmou que a presença das Forças Armadas facilitou a abordagem nas casas. "Acontece sempre de tocarmos a campainha e a pessoa fingir que não está em casa. Agora, com o soldado, estão até pedindo para a gente entrar."

A parceria vai durar 30 dias, segundo o coronel Ricardo Carmona. "No interior de São Paulo, já são 580 soldados atuando nesse trabalho e o resultado é muito positivo." O Exército forneceu ainda dez médicos militares para ajudar no tratamento das pessoas infectadas. Eles vão atuar em postos de saúde.