Entidades defendem vacinação contra Covid-19 para grávidas e tentantes

Segundo as organizações, imunização não traz risco para mulheres e bebês

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16 FEV 2021Por Da Reportagem17h00
Além de grávidas, as entidades internacionais de reprodução humana também afirmam que tentantes (mulheres em tratamento hormonal ou de reprodução in vitro) devem ser imunizadasFoto: Divulgação

Embora grávidas não tenham sido incluídas nos testes para as vacinas contra a Covid-19, o que gera dúvidas quanto aos riscos da imunização para as futuras mamães, elas devem ser vacinadas. Esta é a posição da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), da Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (Redlara) e de outras sociedades médicas da América Latina.

O médico especialista em reprodução humana Condesmar Marcondes explica por que mulheres gestantes podem ser vacinadas. "Como esta doença ainda é muito nova, nós não temos estudos de um longo prazo. Entretanto, é certo que nenhuma das vacinas contém o vírus vivo. Portanto, elas não aumentam o risco de desenvolver a patologia", diz.

Desta forma, o médico, que atua em Santos, defende que mulheres que esperam bebês sejam incluídas nos planos de imunização, a fim de se salvar vidas. "Isso seria importante, porque as gestantes integram os grupos de risco".

Marcondes ressalta, ainda, que as vacinas não representam risco para mãe ou bebê por causa da forma como foram desenvolvidas. "Elas não trazem partes vivas do novo coronavírus. São partes sem vida. Então, o perigo de transmissão da doença da mãe para o bebê devido à vacina é nulo".

Além de grávidas, as entidades internacionais de reprodução humana também afirmam que tentantes (mulheres em tratamento hormonal ou de reprodução in vitro) devem ser imunizadas.

"É claro que cada caso precisa ser estudado e definido entre a paciente e o médico que a acompanha. Mas, a vacina é segura e não torna ninguém mais vulnerável ao novo coronavírus. Então, a imunização não atrapalha o processo de tratamento nem pode tornar o procedimento ineficaz. Por isso, este grupo não tem com o que se preocupar", garante.