Entenda porque o AVC está atingindo cada vez mais as pessoas antes dos 30 anos

Dr. Rodrigo Peres explica que os males da vida moderna têm antecipado a ocorrência de acidente vascular cerebral

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15 JAN 201418h09

Está enganado quem acredita que o Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é um evento restrito a terceira idade. Porém, nos últimos anos foi identificado um aumento significativo de jovens vítimas do AVC, tornando-se uma das principais causas de morte no Brasil.

Segundo uma análise publicada na revista The Lancet, em 20 anos houve um aumento de 25% de casos de AVC entre pessoas com idades entre 20 e 64.

Para casos como este, o fisioterapeuta da Central da Fisioterapia, Dr. Rodrigo Peres, ressalta que o tratamento de reabilitação física é primordial para auxiliar na melhora do paciente, principalmente se for realizado em domicílio.

Especializado em fisioterapia neurológica, Dr. Rodrigo Peres fala sobre alguns fatores que caracterizam o surgimento de um AVC, e que podem ser precocemente diagnosticados e tratados, como: sedentarismo, tabagismo, obesidade, alimentação com altos teores de gordura e sal, estresse e diabetes. Os casos geralmente estão concentrados em grandes capitais ocidentais, resultado de uma vida estressante, má alimentação, sedentarismo, entre outros hábitos.

Em 20 anos houve um aumento de 25% de casos de AVC (Foto: Getty Images)

“É importante que os jovens tenham consciência de que adotar hábitos saudáveis pode evitar tais problemas, que muitas vezes acreditam estar livres por anos. Hoje em dia não existem problemas de jovens, adultos ou terceira idade, muitas patologias afetam qualquer um a partir do modo como vivem”, afirma o fisioterapeuta da Central da Fisioterapia.

Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam a pessoa para a realização das atividades cotidianas, porém as sequelas variam de acordo com região cerebral atingida, bem como a extensão das lesões. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. Já os mais graves, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.

A pessoa que passa por um AVC pode sofrer diversas complicações, como: alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala e na alimentação, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular.

Para o Dr. Rodrigo, um dos fatores determinantes para os tipos de consequências provocadas pelo Acidente Vascular é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. “Para que o risco de sequelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital”, conclui o fisioterapeuta.

Para adaptar o paciente as novas limitações, que podem ser temporárias ou permanentes, o paciente com AVC necessita de um time de profissionais qualificado para cuidar de sua saúde, entre eles estão os médicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.

O tratamento fisioterápico precoce e intensivo é fundamental para o paciente que sofreu um AVC, pois possibilitará um progresso em sua melhora de vida e estimulará a independência da pessoa. “Nós da Central de Fisioterapia, procuramos manter o paciente e seus familiares envolvidos durante toda a recuperação da doença. Para isso, é importante o serviço de fisioterapia domiciliar, por trazer comodidade a todos os envolvidos na reabilitação do paciente”, comenta Dr. Rodrigo.