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1º Sistema de Monitoramento Urbano de São Vicente também é usado em Balneário Camboriú

Iniciativa do prefeito Kayo Amado, primeiros totens de segurança já estão espalhados pela cidade

Jeferson Marques

Publicado em 13/06/2022 às 07:35

Atualizado em 13/06/2022 às 09:10

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Em uma conversa com o Diário do Litoral na frente de um desses totens, Amado deu mais detalhes de como essa tecnologia funciona e o que espera com ela / NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

O que São Vicente e Balneário Camboriú, cidade turística badalada do Sul do Brasil, tem em comum? A resposta é simples: o mesmo sistema de segurança e monitoramento 24 horas. E foi justamente estudando o equipamento instalado em Santa Catarina que o prefeito Kayo Amado viu a oportunidade de dar um passo (bem) largo na segurança pública de São Vicente.

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Em uma conversa com o Diário do Litoral na frente de um desses totens (nessa 1ª etapa já são 30 deles espalhados pelo município), Amado deu mais detalhes de como essa tecnologia funciona e o que espera com ela.

DL - Como funcionam esses totens? De que forma, diretamente, eles vão contribuir com a segurança em São Vicente?

Kayo Amado - Basicamente são postes de 4 metros de altura que contam com uma câmera que gira em 360º 24h por dia. Além disso eles dispõem de um "botão do pânico", onde a pessoa o aperta e fala diretamente com o nosso centro de monitoramento integrado. Seja para apontar alguém em atitude suspeita, pedir uma ambulância, relatar um acidente de trânsito etc. E isso ela poderá fazer a qualquer hora do dia ou da noite. É como se uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) estivesse estacionada ali o tempo inteiro.

DL - Essas câmeras tem um bom alcance? Elas são totalmente controladas por uma pessoa dentro do centro de monitoramento integrado?

Kayo Amado - Elas têm um alcance de até 1.500 metros e ficam gravando o tempo todo. São os operadores, dentro da central, que as controlam. Por exemplo, podem aproximar de uma pessoa que está em uma atitude suspeita, se afastar e, assim, ampliar o campo de visão para onde essa mesma pessoa está se deslocando ou podem, ainda, buscar a imagem ou ponto específico que alguém, através do botão do pânico, indicou. 

DL - Até o momento são quantos postes (totens) de segurança instalados na cidade e qual o critério de onde eles ficarão?

Kayo Amado - Nessa 1ª fase são 30 totens já instalados. O critério são locais estratégicos que traçamos através de muitos estudos de segurança. Mas, precisamente, estão em locais com um maior fluxo de pessoas, como a Linha Amarela, o Centro, Japuí, Tambores e Divisa. E eles, além da segurança, também nos auxiliam a indentificar veículos clandestinos que trazem problemas para os vicentinos.

DL - Veículos clandestinos? Poderia explicar melhor?

Kayo Amado - Claro. Cerca de 80% do descarte irregular de material da construção civil que estão em São Vicente não são, de fato, de São Vicente. São caminhões clandestinos que, acostumados com uma cidade sem monitoramento como a nossa, chegam aqui e descartam esse material, trazendo gastos para a Prefeitura o tempo todo. Fora as vans que chegam na cidade trazendo moradores em situação de rua que são de outros lugares. Esses mesmos totens trazem em sua tecnologia a leitura de placas. É um investimento moderno, completo e necessário. Agora, com a nossa gestão, não é qualquer um que entra em São Vicente e faz o que bem entender.

DL - Recentemente um ônibus foi manobrar e derrubou um desses totens. Porém, em poucas horas o equipamento já estava funcionando novamente. Essa rapidez da manutenção está prevista em contrato?

Kayo Amado - Nós não pagamos pelos postes (totens), mas sim pelo sistema de monitoramento 24h que está instalado neles. A empresa só recebe se esse mesmo sistema estiver funcionando integralmente todos os dias da semana faça sol, chuva, calor ou frio. Isso faz com que a empresa seja ágil nas manutenções que forem necessárias, pois ela sabe que, além dessa questão do pagamento previsto em contrato, tem ainda a questão da segurança das pessoas, e eles são muito comprometidos e responsáveis com isso.

DL - O que você, como prefeito, espera colher de resultados positivos para a cidade com essa tecnologia?

Kayo Amado - Em primeiro lugar esses totens são imponentes, ou seja, inibem qualquer má intenção, ainda mais com o giroflex em cima e o alcance que essas câmeras têm. Fora a velocidade com que as equipes podem ser acionadas, sejam dos Bombeiros, Samu, GCM, PM etc. Estamos criando um cercamento monitorado da cidade. Em segundo lugar quero dar as pessoas a sensação de segurança, sejam para os vicentinos ou turistas. Quero que eles andem pela cidade sem medo. Que façam suas fotos e postem nas redes sociais sem receio de que passe alguém de bicicleta e tome seu celular. Isso que estamos fazendo é dar qualidade de vida para as pessoas; é cuidar deles e de suas famílias. Nosso trabalho, desde quando entrei na Prefeitura, é feito com responsabilidade, muitos estudos e zelo pela vida. Nunca a nossa cidade teve um sistema de moniramento de segurança. Quem dirá tão moderno e eficaz como esse que trouxemos pra cá. Aos poucos estamos caminhando e fazendo um trabalho à altura do que São Vicente e a nossa gente merecem.

 

 

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