Valdir do Açougue nega ameaça de morte de José Renato

O ex-presidente declarou à polícia que é vítima de armação política de seu desafeto

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20 JAN 201315h08

O ex-presidente da Câmara de Itanhaém, vereador Valdir Gonçalves Mendes, o Valdir do Açougue (DEM), negou qualquer envolvimento na suposta ameaça de morte ao atual presidente do Legislativo, José Renato Costa de Oliva (PSDB). Ontem, Valdir do Açougue compareceu à Delegacia de Investigações Gerais de Itanhaém (DIG) para prestar depoimento sobre o caso que está sendo investigado desde o dia 17 de março.

Valdir chegou à delegacia por volta das 14 horas e deixou o prédio às 16h15 sem falar com a imprensa. O vereador foi à delegacia sozinho, sem a presença de um advogado, pois seu depoimento era informal.  

Segundo o delegado Jaime Marcelo da Fonte Nogueira, Valdir do Açougue afirmou que conhece o ex-presidiário Jadir Pereira, mas negou que propôs R$ 15 mil a ele para executar o presidente da Câmara José Renato Costa de Oliva (PSDB).

A suposta proposta foi denunciada por José Renato à DIG de Itanhaém, no dia 17 de março, quando ele registrou boletim de ocorrência de ameaça. Desde então, o caso está sendo investigado pela DIG.

Ao delegado, Valdir declarou que está sendo envolvido em uma armação devido à briga política que tem com a família de José Renato há três anos. De acordo com Jaime Marcelo, Valdir aparentava tranqüilidade durante todo o seu depoimento.

Jadir Pereira foi detido na sexta-feira e em seu depoimento confirmou que foi procurado por Valdir do Açougue para executar um político da Cidade. O nome de José Renato não foi citado por Jadir, segundo o delegado.

Antes de concluir o inquérito, o delegado pretende ouvir ainda mais duas testemunhas. Jaime Marcelo pretende concluir o inquérito em duas semanas e remeter o processo ao Fórum Criminal de Itanhaém.

Em princípio, Jaime Marcelo explicou que apenas o crime de ameaça está tipificado, o que é considerado crime de menor potencial ofensivo. O delegado esclareceu que Valdir do Açougue não é suspeito de tentativa de homicídio, pois o ato não chegou a acontecer.

Segundo ele, caso a Justiça mantenha o caso como crime de ameaça, a pena para Valdir poderá ser prestação de serviços comunitários, como o pagamento de cestas-básicas.

Jaime Marcelo disse que não existe prova da proposta de assassinato e nem que a vítima seria José Renato. “É a palavra de um e a palavra de outro”. A principal testemunha, Jadir, foi presa na sexta-feira porque a polícia encontrou uma arma calibre 22 e munições de calibre 38 em sua casa. Ele foi liberado no mesmo dia.

A esposa de Jadir, Maria Soares São Miguel é a segunda testemunha e confirmou à polícia que seu marido recebeu a proposta de Valdir do Açougue, mas disse para Jadir que se ele aceitasse o “serviço”, ela denunciaria os dois. E Jadir, então, recusou. 

O delegado pretende ouvir ainda a pessoa que alertou José Renato sobre a “proposta de matá-lo” e um homem relacionado politicamente na Cidade. A identidade do primeiro o delegado afirmou que desconhece, pois está sendo preservada por José Renato. Já a identidade da quarta testemunha a ser ouvida está sendo preservada pelo delegado.