Em reunião com PT, presidente da CUT diz que é contra a MP 665

Após a reunião com a bancada petista e com o ministro Berzoini, o presidente da CUT disse ainda que "a central só atende aos apelos de seus sindicatos e trabalhadores e não do governo e do PT

Comentar
Compartilhar
05 MAI 201515h44

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, deixou na tarde desta terça-feira, 5, a reunião da bancada do PT na Câmara, dizendo que é contra a MP 665 e reclamando do ajuste fiscal promovido pelo governo federal para arrumar as suas contas públicas. Após o encontro, realizado para firmar a posição do partido com relação à votação da MP 665 e que teve a participação do ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, o dirigente da CUT destacou que o governo deveria ter discutido as propostas do ajuste com a base sindical.

"O governo não pode ajustar as suas contas em cima dos trabalhadores, que são os que mais precisam de proteção", reiterou o líder sindical. A MP 665 muda as regras de concessão do seguro desemprego, e do abono salarial. De acordo com Freitas o governo deveria discutir, no lugar do ajuste, a taxação de grandes fortunas e da remessa de lucros por empresas multinacionais ao exterior, além da reforma tributária.

Após a reunião com a bancada petista e com o ministro Berzoini, o presidente da CUT disse ainda que "a central só atende aos apelos de seus sindicatos e trabalhadores e não do governo e do PT".

Freitas deixou a reunião sem querer opinar se pode haver divisão na bancada do PT com relação à votação desta MP, o que desagradaria ao PMDB, que só votará favorável à MP 665 se a bancada petista apoiar integralmente. "Eles (deputados) vão votar com a sua consciência, mas eu sei que a posição da CUT, numa bancada popular como a do PT, faz diferença."