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Política

Em confronto com Janot, Temer diz que país exige responsabilidade em 'palavras'

O peemedebista ressaltou ainda que, na sociedade brasileira, todos devem responder por suas realizações, citando o Poder Judiciário

Folhapress

Publicado em 29/06/2017 às 16:30

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Na mesma semana em que acusou Rodrigo Janot de fazer "ilações" contra ele, o presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (29) que o atual momento do país exige responsabilidade de todos em "atos" e "palavras".

Em discurso durante cerimônia de um ano da sanção da chamada Lei das Estatais, o peemedebista afirmou que nada pode impedir o país de viver neste momento uma "respiração extraordinária" com o arrefecimento da crise econômica.

Na terça-feira (27), um dia depois de ser denunciado por corrupção passiva, o presidente acusou o chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República) de "revanche" e de ter feito "ilações" contra ele.

"O momento que atravessamos exige responsabilidade de todos, com a coisa pública, com atos e palavras. O que está em jogo é superação de uma crise sem precedentes. Nós estamos tratando do futuro do país", disse.

O peemedebista ressaltou ainda que, na sociedade brasileira, todos devem responder por suas realizações, citando o Poder Judiciário.

"A palavra responsabilidade na ideia fundamental, básica, alicerçadora, criadora e estruturante do estado brasileiro, em que todos respondem por seus atos. Estejam onde estiverem, na atividade privada, na atividade pública, no Legislativo, no Executivo, no Judiciário, onde quer que estejam", disse.

No momento em que tem feito críticas ao empresário Joesley Batista, o presidente disse que a gestão peemedebista frustrou "interesses de gente poderosa", que, segundo ele, se servia da atividade pública para objetivos "não lícitos".

Segundo ele, havia a necessidade de acabar com certo "assédio ilegítimo". O executivo acusou o peemedebista de dar aval à compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o que é negado pelo presidente.

Estatais 

O peemedebista realizou nesta quinta-feira (29), no Palácio do Planalto, cerimônia para comemorar um ano da Lei das Estatais, sancionada por ele mesmo e que estabeleceu novas regras para nomeação de diretores e conselheiros de estatais.

No período, contudo, o Palácio do Planalto fez nomeação que contrariou a proposta. Em março, como revelou a Folha de S.Paulo, foi indicado para o Conselho de Administração da Itaipu Binacional o engenheiro Paulo Pedrosa, na época secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, pasta à qual Itaipu é ligada.

Pela regra, é vedada a indicação de titulares de cargos comissionados que não tenham vínculo permanente com o serviço público. Procurada pela reportagem, a Casa Civil disse à época que desconhecia a situação de Pedrosa.

Durante a cerimônia, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, destacou avanços na gestão das empresas estatais e fez agradecimentos ao governo do peemedebista. O encontro ocorreu pouco tempo depois de a equipe econômica fazer um anúncio considerado positivo para a economia.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e Dyogo Oliveira anunciaram, logo cedo, que a meta de inflação, que está em 4,5% desde 2005, será de 4,25% em 2019 e 4% em 2020.

Dyogo disse que o governo criou um indicador de governança e boas práticas das estatais. Cada empresa, segundo ele, será submetida a avaliações, que incluem a análise da eficiência de conselhos e diretoria, além de transparência das informações. "Servirá para aumentar o nível de excelência na gestão", disse.

Ao fazer o balanço de um ano de vigência da Lei das Estatais, Dyogo Oliveira destacou que o Banco do Brasil, o BNDES e a Petrobras, que são as três maiores, cumprem integralmente as regras estabelecidas pela lei.

Existem hoje 151 empresas estatais, segundo o governo, que empregam 523 mil pessoas.

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