Dilma e Campos defendem ampliação do Minha Casa, Minha Vida

O ex-governador de Pernambuco prometeu, se eleito, construir 4 milhões de unidades em quatro anos. A presidente anunciou a terceira etapa do programa

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23 MAI 201422h02

A presidente Dilma Rousseff e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), ambos pré-candidatos na sucessão presidencial, defenderam nesta sexta-feira a ampliação do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, umas das vitrines da atual gestão petista. Dilma anunciou a terceira etapa do programa, enquanto Campos prometeu ampliá-lo.

"Acredito que o Minha Casa seja a maior resposta que o governo dá à questão da exclusão da moradia. Com o (ex-presidente) Lula, fizemos o Minha Casa, Minha Vida, no meu governo fizemos o Minha Casa 2, e estamos deixando o compromisso do Minha Casa 3", disse Dilma, durante cerimônia de apresentação dos dados do Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que o Brasil e outros 190 países assumiram com a Organização das Nações Unidas (ONU) até 2015.

Ela também falou dos programas sociais do governo, que, segundo ela, destacaram o Brasil no cenário internacional. "O Brasil é conhecido hoje pelas suas políticas sociais e suas práticas de inovações", disse, ressaltando que "o problema dos programas sociais não é a porta de saída, mas a de entrada". A presidente afirmou ainda que com o programa Brasil Sem Miséria, o governo tirou 22 milhões de "eternamente excluídos" da linha extrema da pobreza. "Tivemos primeiro o Bolsa Família instituído pelo (ex-)presidente Lula. O Brasil Sem Miséria permitiu focar o programa nas crianças, depois percebendo que era possível focar na criança e na família da criança, focar no adolescente e depois para todo mundo. Então, zeramos todo o cadastro", disse.

Por sua vez, em Goiânia, Campos defendeu a manutenção do programa Minha Casa, Minha Vida e prometeu, se eleito, construir 4 milhões de unidades em quatro anos. "Foi um programa criado que veio para ficar, mas como política de Estado e não de governo", afirmou durante Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Goiânia. Campos ressaltou que nos últimos seis anos foram construídas 3 milhões de moradias e prometeu manter o subsídio ao programa que, para ele, foi "acertado". "Precisamos manter, ampliar e aprimorar o programa além do horizonte dos governos", disse.

Dilma Rousseff e Eduardo Campos defenderam a ampliação do Minha Casa, Minha Vida (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Ele também elogiou a junção de antigos programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso no Bolsa Família do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também disse que essas conquistas podem ser aperfeiçoadas, fortalecidas, e não podem servir de embate eleitoral. "Temos de corrigir o que deu errado e não o que deu certo", completou.

Em um recado ao que classifica de "velhas raposas" da política brasileira, ele criticou o fato das agências reguladoras terem virado alvo político. Campos defendeu a seleção dos futuros diretores por comitê de busca de profissionais de mercado. "É fundamental que as agências reguladoras tenham todos os seus diretores por esse mecanismo. Quem quiser ser diretor, será examinado por uma banca", declarou a uma plateia de empresários. "Só isso é um recado para a política brasileira", enfatizou.

Com críticas à política econômica, o presidenciável destacou a falta de investimento em infraestrutura e disse que o setor da construção civil "pagou um preço altíssimo". "Alavancar os investimentos públicos e privados é a tarefa mais importante dos próximos anos", pregou.