Portuário é morto a pancadas na Ponta da Praia; vizinho é preso

A vítima foi golpeada na cabeça na entrada de prédio na Rua Cidade de Santos; vizinho fugiu e foi localizado cinco horas depois

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04 FEV 2019Por Gilmar Alves Jr.20h18
Christian Fernando Silva tinha 43 anos e foi golpeado na rampa da entrada da garagemFoto: Reprodução/Facebook

O trabalhador portuário Christian Fernando Silva, de 43 anos, foi assassinado a pancadas no prédio onde morava, na Rua Cidade de Santos, na Ponta da Praia, no início da tarde desta segunda-feira (4). Vizinho no edifício, o autor do crime, de 39 anos, fugiu e foi localizado por policiais militares no final da tarde na Rua Trabulsi, sendo detido na esquina daquela via com a Avenida Epitácio Pessoa.

O autor do homicídio é esquizofrênico, não passava por tratamento e disse aos policiais que não sabia que seus golpes tinham matado a vítima. Ao ser interrogado no 3º Distrito Policial (Ponta da Praia), o acusado afirmou acreditar que estava sendo perseguido pela vítima em uma "seita satânica", versão vista pelos policiais como um delírio persecutório do homem.

O banco da motocicleta do portuário foi furado no final de semana pelo acusado, segundo a polícia. Nesta segunda-feira, por volta das 12h, os dois moradores se encontraram na entrada do prédio e o autor agrediu a vítima, a derrubou no chão e a atingiu com chutes na cabeça, além de segurar a cabeça e batê-la no chão.

Segundo o investigador-chefe do 3º DP, Adriano Jorge de Mattos, duas testemunhas oculares relatam que houve cerca de dez golpes.

Após o ataque, o morador deixou o prédio caminhando. Uma câmera de monitoramento captou o início da fuga.  Assustados com a gravidade do crime, moradores ouvidos pela Reportagem ficaram com medo de um retorno do acusado.

Crime causou forte comoção de moradores da Rua Cidade de Santos (Foto: Reprodução/Facebook)

Com o crime esclarecido ainda no início da tarde, policiais do 3º DP levantaram fotografias do acusado em redes sociais e foram a diversos locais em que ele poderia estar. PMs que atenderam a ocorrência, da 1ª Companhia do 6º  BPM/I, também utilizaram fotos de redes sociais para auxiliar na identificação do homem e o encontraram por volta das 17h30.

Ao ser abordado, o autor do crime disse que "teve um problema de manhã" e questionou por qual motivo estava sendo algemado.

A delegada adjunta do 3º DP, Milena Sapienza, autuou o acusado por homicídio qualificado por motivo fútil, representou pela prisão preventiva e determinou a remoção dele à cadeia anexa ao 5º DP (Bom Retiro).

Nesta terça-feira (5), o homem deverá passar por por uma audiência de custódia no Fórum de Santos. Ele não tinha antecedentes criminais.

Além de Milena Sapienza e do investigador Adriano de Mattos, participaram da apuração e diligências do 3º DP os policiais Orlando Rollo, Elias dos Santos Neto e Renato da Silva.

Procurado pela Reportagem, o pai do acusado não quis se manifestar e não informou se o filho já tem advogado.

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