Onda de roubos de celular para Pix no Estado faz vítima em Guarujá

Proliferam quadrilhas especializadas em furtar aparelhos celulares com o propósito de acessar os aplicativos de bancos. Criminosos conseguem burlar sistemas complexos de segurança

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15 JUN 2021Por Da Reportagem16h00
Celulares apreendidos pela polícia de SP na região central da capital com suspeito de receptaçãoCelulares apreendidos pela polícia de SP na região central da capital com suspeito de receptaçãoFoto: Divulgação/Polícia Civil

A onda de roubos de celulares para transferências via aplicativos de banco também faz vítimas na Baixada Santista. Nesta segunda-feira (14), uma mulher de 54 anos teve o celular roubado em Guarujá e bandidos fizeram diversas transferências Pix que totalizaram R$ 8,8 mil.

A vítima foi abordada, por volta das 17h15, por dois criminosos estavam em uma bicicleta na Avenida Ademar de Barros. Afirmando estarem armados, eles exigiram o celular da mulher, que prontamente entregou o aparelho. Antes de fugirem sentido Vila Lígia, os bandidos ainda subtraíram o óculos de sol da vítima.

Nesta terça-feira (15), a mulher de 54 anos se dirigiu a um caixa eletrônico e constatou que os criminosos realizaram quatro operações do tipo Pix e ainda fizeram um pagamento de título. As operações feitas pelos bandidos totalizam o valor de R$ 8.800,00. A vítima acredita que todas as operações foram feitas do telefone roubado.

Na delegacia, a vítima visualizou o álbum de fotos, mas não reconheceu nele os assaltantes. As investigações prosseguem. O caso foi registrado na Delegacia de Guarujá.

ONDA DE ROUBOS.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, proliferam na capital paulista quadrilhas especializadas em furtar aparelhos celulares com o propósito de acessar os aplicativos de bancos para subtração de valores. Os criminosos conseguem burlar sistemas complexos de segurança de celulares.

Ainda não há estatísticas oficiais, mas a situação é considerada tão grave que o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) prepara ações para cobrar empresas envolvidas no setor para aumentar a proteção. Isso vale para toda a cadeia de serviços, segundo o órgão.

De acordo com o delegado Roberto Monteiro, responsável pelos distritos da Polícia Civil na região central de São Paulo, todos os dias são presas pessoas suspeitas de participação nesse tipo de esquema. As fraudes ganharam impulso desde o início da pandemia, quando os criminosos passaram a conseguir burlar os dispositivos de segurança com mais facilidade.

Segundo Monteiro, o principal alvo dos bandidos são os aparelhos que já estão abertos pelos usuários. O delegado afirma ainda que os criminosos costumam realizar as transferências durante a madrugada, para não despertar a atenção das vítimas.

Monteiro aconselha o registro do boletim de ocorrência por parte das vítimas para que mais caso sejam esclarecidos, e criminosos, presos.

Com informações da Folha de S. Paulo.