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Mais de 500 presos que fugiram de cadeias no Estado de SP são capturados

Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), gestão João Doria (PSDB), ainda não há um número oficial de foragidos

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17 MAR 2020Por Folhapress16h00
Cerca de 400 detentos, todos do regime semiaberto, fugiram do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de MongaguáFoto: Reprodução

Ao menos 517 presidiários que fugiram de unidades prisionais do interior e litoral paulista foram recapturados até as 10h desta terça-feira (17). Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), gestão João Doria (PSDB), ainda não há um número oficial de foragidos.

A reportagem apurou que, na tarde desta segunda-feira (16), cerca de 400 detentos, todos do regime semiaberto, fugiram do CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Mongaguá.

Os números ainda não foram confirmados, mas centenas de presidiários também conseguiram sair do CPP de Tremembé (145 km de SP), Porto Feliz (117 km de SP), além da ala de semiaberto da Penitenciária 1 de Mirandópolis (593 km de SP). Também registrados motins nas unidades.

Imagens feitas com celular mostram centenas de presidiários fugindo, correndo, do CPP de Mongaguá, que fica no Balneário de Arara Vermelha.

Sobre as outras unidades onde ocorreram fugas, a SAP informou que ainda está fazendo o levantamento de foragidos

Coronavírus suspende saída temporada

A fuga em massa teria sido motivada pela suspensão da saída temporária de Páscoa, que ocorreria em abril. A medida, segundo a SAP, foi tomada por causa da pandemia de coronavírus, já que a previsão era de que 34 mil presos do regime semiaberto deixassem as prisões neste período.

"Retornando ao cárcere, [os presos] teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados", informa a pasta, por meio de nota.

Outro lado

SAP afirma que "a situação foi controlada" nos Centros de Progressão Penitenciária de Mongaguá, Tremembé e Porto Feliz, além da ala de semiaberto da Penitenciária 1 de Mirandópolis.

"Todas as unidades abrigam apenas presos em regime semiaberto, que é o preso que tem a possibilidade de sair para trabalhar ou estudar durante o dia e retornar, e que por lei têm direito a cinco saídas temporárias por ano", diz trecho de nota.

A SAP acrescentou ainda realizar contagem para determinar o número exato de fugitivos.