Câmeras mostram marido matando dançarina de funk

O delegado Fábio Salvadoretti, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), classificou as imagens como "cruéis a ponto de chocar até os policiais da especializada"

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17 ABR 201512h48

Milton Severiano Vieira, de 32 anos, foi preso na noite desta quinta-feira, 16, pelo assassinato da mulher, Amanda Bueno, de 29, ex-dançarina do grupo de funk Jaula das Gostozudas. Imagens do sistema de segurança, instalado por Vieira três dias antes do crime, mostram o momento do assassinato.

Vieira foi indiciado por feminicídio, assassinato cometido contra mulheres em razão de seu sexo ou em decorrência da violência doméstica. A lei tipificando o crime como hediondo foi sancionada em março pela presidente Dilma Rousseff (PT).

As imagens mostram que Amanda e Vieira começaram a discutir no fim da tarde de quinta-feira, na casa em que viviam, na Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O bate-boca vira agressão: ele a derruba no chão e bate com a cabeça de Amanda no chão. Em seguida, atira por várias vezes contra a cabeça da mulher com uma pistola. A dançarina já está morta quando Vieira troca de arma e faz mais cinco disparos com uma escopeta calibre 12.

Amanda Bueno, de 29, era ex-dançarina do grupo de funk Jaula das Gostozudas (Foto: Reprodução/Facebook)

O delegado Fábio Salvadoretti, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), classificou as imagens como "cruéis a ponto de chocar até os policiais da especializada".

Depois de matar a mulher, Vieira roubou o carro de um vizinho, um policial militar. O criminoso chegou a disparar com a escopeta para intimidá-lo. Horas depois do crime, ele capotou com o veículo, um Volkswagen Gol, e ficou preso às ferragens.

Vieira foi preso com a pistola e a escopeta usadas no crime, além de outras duas pistolas e um revólver. Ele tinha porte de armas intramuros - só poderiam ser usadas dentro de casa.

Na delegacia, Vieira contou que a mulher havia descoberto que ele mantinha um caso extraconjugal. Ele já havia sido autuado outras duas vezes por violência doméstica. Amanda era de Goiânia onde vivem sua mãe e filha.