Especialista cita diferencial do All-Star Game, da NBA, e o que gira em torno do evento

Vinício Grossi comenta jogo, que ocorre em Charlotte, na Carolina do Norte, no domingo (17)

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13 FEV 2019Por Da Reportagem21h34
Neste ano, mais uma vez, a maior estrela será o ala LeBron James, do Los Angeles LakersFoto: Associated Press

Dentre todas as ligas profissionais de esportes norte-americanos, a NBA é aquela que talvez possua o maior evento global. Trata-se do All-Star Game, o jogo das estrelas, que será disputado neste domingo (17), às 22 horas (de Brasília), em Charlotte, na Carolina do Norte. Um santista especializado nas principais competições dos Estados Unidos explica por que este jogo tem tamanha proporção.

"De todas, a NBA é a liga mais popular mundialmente falando. Como as franquias possuem menos jogadores do que os times das outras ligas, a percepção da concentração de astros dela é maior. E, no All-Star, você tem um jogo no qual todos são mundialmente conhecidos e vendem camisas no planeta inteiro. Portanto, é um evento global e um show de entretenimento", analisa Vinício Grossi, sócio proprietário da JPW Turismo, agência de viagens focada em experiências esportivas nos Estados Unidos e credenciada pela StubHub para a venda de ingressos da NBA, NFL, NHL (hóquei) e MLB (beisebol).

Neste ano, mais uma vez, a maior estrela será o ala LeBron James, do Los Angeles Lakers. O time do craque vai encarar a equipe do ala-pivô Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks.

Grossi não prevê um vencedor, já que a partida deve ser muito aberta, como de costume. O que é possível imaginar, é uma exibição de vasto repertório ofensivo. "Será um show de talento. Como os atletas costumam evitar um jogo de muito contato, será uma demonstração de habilidades ofensivas".

Esta condição também torna imprevisível a definição de quem receberá o prêmio de jogador mais valioso do evento (MVP, na sigla em inglês). "Com tanto talento junto, não se sabe quem vai se destacar. A bola roda tanto, que a divisão de pontos é muito parelha", afirma Vinício.

Vale destacar que, entre as estrelas deste ano estão Kevin Durant e Stephen Curry (ambos do Golden State Warriors), Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder), Kyrie Irving (Boston Celtics) e James Harden (Houston Rockets). Mas, lá no meio, um jogador em especial viverá uma noite ainda mais inesquecível: o armador Kemba Walker.

"Ele é do Charlotte Hornets, o time da cidade. Além disso, pela primeira vez, o Kemba será titular em um All-Star. É um atleta que vive seu melhor ano individual e, por estar em casa, vai querer mostrar serviço", diz.

Em torno do evento

Um evento deste porte não tem grande movimentação apenas dentro da quadra. Muita coisa acontece fora das quatro linhas, podendo mudar a rotina de toda uma cidade.

"Em uma cidade grande, como Los Angeles, que está acostumada a receber grandes acontecimentos, o cotidiano da população não muda. Trata-se apenas de mais um evento. Já em um lugar small market (mercado menor), como Charlotte, muda toda a rotina da cidade", conta Grossi, que morou na Carolina do Norte.

De acordo com ele, um dos reflexos disso é financeiro. "Um evento como este movimenta toda economia da cidade. Em uma semana, se consegue a rentabilidade de três a quatro meses".

Contribui para isso a movimentação na rede hoteleira, em restaurantes e em outros pontos que podem ser conferidos por turistas que vão ao local com o objetivo principal de ver as estrelas do basquete em ação. "Charlotte já respira o All-Star, e o público não perde nada, tendo a chance de viver uma experiência americana de verdade".

Curiosidades e Dicas

O município escolhido pela NBA conta ainda com algumas curiosidades. Uma delas é a proximidade de praças esportivas.

"No centro, em oito quarteirões, estão o ginásio do Hornets, o estádio do Carolina Panthers (da NFL, a liga de futebol americano) e o do Charlotte Knights (da Liga de desenvolvimento do beisebol). Além disso, existem diversos bares, restaurantes e opções de entretenimento para o viajante. Ou seja, quem se hospeda no centro, tem grandes oportunidades de voltar com uma experiência esportiva completa para casa!", ressalta.

Outro fator a ser citado, este mais ligado ao jogo em si, é o apelo do basquete no estado. A Carolina do Norte possui duas das mais tradicionais faculdades, que revelam atletas para a NBA – também para outras modalidades. São elas: Duke e North Carolina.

Esta última trouxe ao mundo Michael Jordan, considerado por muitos o maior atleta da modalidade de todos os tempos. A lenda do Chicago Bulls, por sinal, é dono do Charlotte Hornets.

Um pouco sobre Vinício Grossi

Vinicio Grossi, hoje com 36 anos, é apaixonado por esportes norte-americanos desde a década de 90. À época, não imaginava que transformaria sua paixão em trabalho.

Tudo começou em 1994, quando acompanhava, na tevê aberta, partidas da NBA e da NFL. Mais tarde, passou a atuar como colaborador de fóruns organizados pelos narradores Ivan Zimmermann, Luciano do Valle e José Adler (os dois últimos já faleceram), personagens que ajudaram a propagar os esportes dos Estados Unidos no Brasil.

Já envolvido, mesmo que indiretamente, com as ligas americanas, ele passou a viajar para a terra do Tio Sam e, depois, fez faculdade por lá. Viu muitas partidas de NBA, NFL, NHL (hóquei) e MLB (beisebol).

De volta ao Brasil, três anos atrás, decidiu iniciar uma operação de turismo. Como não era possível concorrer com a internet de uma forma geral, focou em um nicho específico e familiar: oferecer experiência esportiva nos Estados Unidos.

Na sequência, criou um canal no YouTube, chamado Viajante JPW – hoje, também há um perfil no Instagram. "Nele, eu passo informações. Conto a experiência, não o jogo em si. Falo o que existe em volta do evento esportivo, como onde se hospedar, onde comer, o que conhecer...".

Credenciado pela Stubhub no Brasil

Um ano e meio depois, houve um salto. "Recebi um contato da StubHub, a segunda maior empresa do mercado de ingressos no mundo, parceira de todas as ligas norte-americanas. Agora, no Brasil, a JPW é uma agência de turismo com a chancela da empresa".

Com isso, Grossi passou a formar grupos de pessoas e levá-los aos Estados Unidos, a fim de assistirem aos jogos e a aproveitarem tudo que está perto das praças esportivas.

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