Professores da rede estadual de São Paulo decidem manter greve

A categoria já marcou uma nova assembleia para a próxima sexta-feira, 15, aprovou a manutenção do acampamento de professores em frente à Secretaria Estadual de Educação

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08 MAI 201517h35

Cerca de mil professores da rede estadual em greve, segundo a Polícia Militar, aprovaram a continuidade da paralisação em assembleia nesta sexta-feira, 08, no vão livre do Museu de Arte em São Paulo (Masp).

Os docentes, liderados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), estão paralisados desde o dia 16 de março e pedem 75,33% de reajuste, além de melhorias nas condições de trabalho. Eles deverão seguir em marcha até a Marginal do Pinheiros, que deve ficar bloqueada. Por volta das 17 horas, os manifestantes ocupavam totalmente o sentido Consolação da Avenida Paulista, em frente ao Masp. A PM acompanha a passeata e registra o ato em vídeo.

A categoria já marcou uma nova assembleia para a próxima sexta-feira, 15, aprovou a manutenção do acampamento de professores em frente à Secretaria Estadual de Educação (SEE) e disse que terá uma reunião com a pasta na próxima semana.

Nesta quinta, a Justiça decidiu que o corte de salário dos professores em greve é ilegal. Na marcha desta sexta, uma professora, que pediu para não ser identificada, mostrou o holerite à reportagem. Pelos 17 dias em greve no mês de março, teve um corte de R$ 1.922,32. "Mas continuo em greve", disse.

A gestão do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) considera a negociação salarial "extemporânea" e ressalta que a categoria tem o maior piso do País - cerca de R$ 2.400 -, além de afirmar que nos últimos quatro anos houve aumento de 45% nos salários. Alckmin já cortou parte da remuneração dos professores paralisados no mês de maio, medida suspensa em liminar da Justiça (decisão temporária) a pedido da Apeoesp.