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Cotidiano

Procon-SP notifica Google por conta de roubos e furtos de celulares

Órgão de defesa pede explicações da empresa sobre serviço de bloqueio do sistema operacional Android

Procon-SP está preocupado com os furtos e roubos de celulares em que os criminosos acessam os dados das vítimas / Divulgação

O Google Brasil Internet foi notificado a apresentar explicações sobre o funcionamento do Android, sistema operacional usado na maioria dos smartphones. O Procon-SP quer que a empresa esclareça se oferece serviço de bloqueio do sistema operacional para celulares que forem furtados ou roubados e se possui tecnologia para impedir o funcionamento do sistema.

"Queremos saber quais mecanismos a Google tem adotado para evitar o funcionamento do sistema operacional de celulares que tiverem seu IMEI vinculado a algum crime. Iniciamos uma conversa com representantes do Google sobre esse problema, no entanto a empresa deixou de comparecer a uma segunda reunião. Deste modo, encaminhamos a notificação para obter mais explicações", explica Guilherme Farid, diretor executivo do Procon-SP.

O Google deverá esclarecer: se oferece serviço de bloqueio do sistema Android vinculado a um aparelho celular com IMEI identificado como produto de crime caso seja informada pela autoridade policial; se continua a oferecer serviço, suporte ou atualização ao sistema operacional vinculado a aparelhos celulares com IMEI identificado como produto de crime pela autoridade policial; além de detalhar as iniciativas que adota para impedir o funcionamento do sistema Android nesses casos.

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O Procon-SP quer que o Google esclareça se quando o Android é instalado no aparelho, o sistema operacional identifica e registra o IMEI e se gera vinculação em algum banco de dados do Google; se quando o consumidor faz o primeiro cadastro no aparelho celular, seus dados são vinculados ao sistema operacional e ao IMEI; e sobre qual a política adotada para disponibilizar a atualização do sistema operacional.

"O Procon-SP está preocupado com os furtos e roubos de celulares em que os criminosos acessam os dados das vítimas e realizam transações por meio de aplicativos bancários, como empréstimos, transferências etc. Os prejuízos são expressivos e os consumidores têm procurado nosso atendimento. Além das instituições financeiras, setor com o qual temos discutido o problema, entendemos ser fundamental conversar com as empresas que desenvolvem os sistemas operacionais, principalmente, o sistema Android, que representa hoje mais de 90% dos sistemas operacionais instalados nos smartphones do Brasil", explica o diretor.

Os esclarecimentos deverão ser apresentados até o dia 27 de maio.

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