ONS: previsão oficial do nível dos reservatórios no Sudeste é de 35,2% até abril

A avaliação no governo é que com reservatórios acima de 30% no Sudeste, a necessidade de um racionamento de energia ou de um corte compulsório da demanda está descartado

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27 MAR 201514h34

A previsão oficial do Operador Nacional do Sistema (ONS) para o nível dos reservatórios das usinas do Sudeste/ Centro-Oeste é de 35,2% até abril, o que descartaria a necessidade de racionamento de energia em 2015. No Nordeste, a previsão é que os reservatórios atinjam 26,5% até abril.

A avaliação no governo é que com reservatórios acima de 30% no Sudeste, a necessidade de um racionamento de energia ou de um corte compulsório da demanda está descartado, segundo o diretor geral Hermes Chipp. Segundo ele, desde fevereiro, a melhora no regime de chuvas no País permitiu a elevação do nível dos reservatórios.

"A minha avaliação é que os reservatórios devem ficar entre 32% e 35% de armazenamento. Precisamos alcançar uma média entre 60% e 65% da previsão de chuvas no período seco (maio a novembro) para chegar a dezembro com reservatórios acima de 10% de armazenamento. E estamos com uma média, em março, de 85% e 90%", analisou o diretor. "Vamos perseguir até a última gota a garantia de abastecimento", reforçou Chipp.

No Nordeste, a previsão é que os reservatórios atinjam 26,5% até abril (Foto: Divulgação)

Diante dos resultados, o diretor descartou a necessidade de racionamento neste ano. Chipp também destacou que a previsão do ONS é de uma alta de 0,2% na demanda por energia este ano "em uma hipótese conservadora". "Temos uma demanda menor que no último ano, mesmo sem o carnaval no mês de março", completou.

Chipp ainda estimou em 5.200 MW/h a carga adicional de energia que o País gerará em 2015, com a entrada em operação de novas usinas hidrelétricas no sistema do Rio Madeira, na região Norte, além de três térmicas e geração eólica. "Não vai ter corte preventivo. Não se faz racionamento para aumentar o nível dos reservatórios, apenas quando se identifica que não há recursos", comentou.