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Explosão em unidade do Exército destruiu telhados, portas e janelas no Rio

ocorreu no Campo de Treinamento do Exército Camboatá, em Deodoro, onde militares destruíam munição que não seria mais empregada

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12 FEV 201519h57

Uma explosão em unidade do Exército destruiu na tarde desta quinta-feira telhados, portas e janelas de casas na zona oeste do Rio de Janeiro e foi ouvida em pelo menos sete bairros. O acidente ocorreu no Campo de Treinamento do Exército Camboatá, em Deodoro, onde militares destruíam munição que não seria mais empregada. A quantidade de explosivos usada foi maior do que a necessária. Não houve feridos. Moradores de regiões vizinhas relataram que a explosão causou um estrondo muito alto. A seguir avistaram fumaça cinza no céu. "Parecia que estava desabando o mundo", contou o eletricista Carlos Alberto Roma da Silva, de 62 anos, morador de Deodoro.

Na casa dele, as portas sanfonadas foram arrancadas com o impacto e objetos caíram das prateleiras nas paredes. As portas do segundo andar ficaram empenadas. "Na vizinhança o que você vê é destruição. O banheiro do vizinho chegou a afundar. São telhas quebradas, janelas sem vidro", contou Silva. O impacto foi sentido nos bairros de Guadalupe, Deodoro, Oswaldo Cruz, Vila Valqueire, Marechal Hermes. Anchieta e Magalhães Bastos.

Bombeiros chegaram a seguir para o Campo de Treinamento, mas foram dispensados pelos militares, que alegaram, inicialmente, que faziam testes no local. Até mesmo o Centro de Formação de Bombeiros, em Guadalupe, teve os vidros quebrados. Em nota, o Comando Militar do Leste (CML), representação do Exército no Estado do Rio, informou que "uma das detonações gerou uma onda de choque em níveis acima do esperado, vindo a ocasionar danos materiais em construções civis e militares nos arredores do local".

O Exército determinou a realização de uma avaliação técnica sobre o incidente para a "adoção das providências cabíveis". Equipes iniciaram o levantamento das casas afetadas a fim de catalogar os danos para "possíveis indenizações". De acordo com o CML, as detonações no Campo de Treinamento Camboatá começaram no fim de 2012 e são feitas por "pessoal especializado e cercado de todas as medidas de segurança cabíveis". As demais detonações previstas foram suspensas.