Em três meses, campus terão plano de segurança

A decisão foi tomada no final da tarde de ontem, numa reunião aberta na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Centro

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17 JAN 2018Por Carlos Ratton12h10
Ontem, um novo encontro foi realizado para tentar solucionar o problemaFoto: Diário do Litoral

Dentro de três meses, o Conselho da Juventude de Santos, a Polícia Militar, a Secretaria de Segurança de Santos, os centros acadêmicos e a direção das universidades terão em mãos um plano de segurança individualizado por faculdade para combater a violência sofrida por alunos no entorno dos 23 campus espalhados em Santos.    

A decisão foi tomada no final da tarde de ontem, numa reunião aberta na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Centro. O encontro ocorreu porque ano de 2017 acabou, o de 2018 está no começo e universitários continuam na mira de bandidos que atuam no entorno das principais universidades da Cidade.

Ontem, um novo encontro foi realizado para tentar solucionar o problema visto que, após meses de reivindicações, poucos avanços ocorreram por parte do poder público e da direção das universidades. A Polícia Militar, por intermédio de uma comunicação com os alunos, conseguiu dar uma resposta um pouco mais rápida às ocorrências.    

O Centro Acadêmico Alexandre de Gusmão, da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Santos (UniSantos), ano passado, chegou a fazer uma ‘carta aberta’ pedindo socorro às autoridades no sentido de conter o grande número de assaltos. O Diário publicou a luta dos universitários.

Conforme já publicado pelo Diário, os estudantes estão preocupados com uma possível morte de um colega, já que a tragédia por diversas vezes vem sendo anunciada. Eles já haviam iniciado um abaixo-assinado (entregue ontem na reunião para o promotor Ivan da Silva). O documento percorreu diversas faculdades e obtendo a adesão de alunos de inúmeros cursos

O major PM Gustavo Magnani chegou a sugerir uma campanha de segurança para os alunos, com dicas de como evitar roubos, assaltos e furtos. Ontem, também foi descoberto que a falta de segurança também atinge as escolas técnicas Dona Escolástica Rosa e Aristóteles Ferreira, além da Faculdade de Tecnologia Rubens Lara, que ficam próximas ao Canal 6 e, por sinal, próximas do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI/6).       

No encontro foi reiterado que a Prefeitura cobrou câmeras de segurança das universidades que, por sua vez, não se manifestam até hoje sobre o pedido.