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Santos

Estudantes de Santos pedem socorro em ‘Carta Aberta’

Documento foi motivado por conta de novos assaltos e inércia do poder público para garantir segurança

A situação de perigo foi anunciada e publicada por intermédio de inúmeras reportagens do Diário mas, até agora, nada foi feito pelas autoridades / REPRODUÇÃO

Percebendo de que nada valeram as reuniões com o ouvidor público de Santos, Rivaldo Santos, com o secretário de Segurança Sérgio Del Bel e com membros 7º Conselho de Segurança (Conseg), o Centro Acadêmico Alexandre de Gusmão, da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Santos (UniSantos), resolveu fazer uma ‘carta aberta’ pedindo socorro às autoridades no sentido de conter o grande número de assaltos ocorridos no entorno dos campus localizados no Boqueirão. O Diário vem há semanas publicando reportagens sobre o assunto (ver reprodução).

A iniciativa se tornou inadiável em função do que ocorreu na noite da última quarta-feira (20), por volta das 22 horas, quando mais três estudantes foram vítimas de marginais nas imediações do Campus da UniSantos que abriga os cursos de Direito e Arquitetura da instituição. Os bandidos chegaram armados e de motocicleta. Os estudantes foram abordados na esquina da Rua Torres Homem com a Rua Marechal Hermes.   

“Ao ligar para a Polícia Militar, nossos colegas tiveram que esperar 40 minutos até que uma viatura aparecesse. Esse seria um tempo aceitável se as regiões no entorno das instituições de ensino da cidade não fossem conhecidas pela absoluta insegurança e descaso. Parece-nos que apenas o poder público não enxerga a gravidade da situação e a necessidade de implantação de uma política de segurança especial para essas áreas, que garanta a segurança dos milhares de estudantes que todos os dias lotam as universidades da cidade de Santos”, informam os universitários, no documento.  

Conforme já publicado pelo Diário, os estudantes estão preocupados com uma possível tragédia, já que por diversas vezes ela está sendo anunciada. “Até nos atrevemos a dizer que foi a mais pura sorte o fato de nossos três colegas terem saído ilesos da situação. Sim, nossos três colegas, Desta vez, saíram sãos e salvos do triste episódio e não virarão manchetes nos jornais, nem silenciarão os corredores de nossa faculdade com sua ausência, nem inundarão as redes sociais com mensagens de pesar ou motivarão passeatas pela paz”, escreveram.

Boletim

Os universitários estão aconselhando que todos passem a fazer boletins de ocorrência. “Nós continuaremos cobrando, sem trégua, acreditando que uma hora, aqueles que são responsáveis e têm o poder de garantir a segurança dos estudantes, finalmente decidirão que as nossas vidas verdadeiramente têm alguma importância. Esperamos que o nosso grito de socorro seja ouvido e que se junte ao grito de todos os estudantes da cidade que estão cansados do descaso e do medo”, finaliza o documento.
Abaixo assinado. Vale lembrar que os alunos já haviam iniciado um abaixo-assinado exigindo mais segurança nas ruas de entorno dos principais campus localizados na extensão da Avenida Conselheiro Nébias.

O documento percorreu  diversas faculdades e obteve a adesão de alunos de inúmeros cursos, para posterior envio ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ao presidente da Câmara, vereador Adilson dos Santos Júnior (PTB) e demais vereadores, aos promotores de Justiça de Santos e ao Comando do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI).
 
Outras

Além da UniSantos, Unisanta e Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) a insatisfação com a segurança também é uma realidade na Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Santos (ESAMC) e no Centro Universitário Lusíada (Unilus).
Percebendo que seus apelos não estão refletindo em segurança no Boqueirão, os universitários já ameaçaram sair às ruas em passeata, com objetivo de sensibilizar a opinião pública.

Autoridades

O Diário já ouviu o posicionamento das autoridades. A Prefeitura de Santos podou árvores para melhorar a iluminação nos arredores dao campus da UniSantos e  resolveu  cobrar câmeras de segurança das universidades que, por sua vez, não se manifestam.
Por sua vez, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) havia revelado  que faz rondas rotineiras e que iria intensificar a segurança na região.     

 

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