Alckmin pede trabalho sério sobre cartel dos trens

A acusação de pagamento de propina foi feita pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer e consta de relatório em posse da Polícia Federal

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28 NOV 201313h46

Após o engenheiro Arthur Gomes Teixeira, sócio da Procint Projetos e Consultoria, afirmar, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", que jamais pagou propina a políticos tucanos ou de outros partidos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu nesta quinta-feira, 28, "um trabalho sério, sem mentiras, sem falsificação" na investigação do suposto cartel formado por empresas fornecedoras de trens do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A acusação de pagamento de propina foi feita pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer e consta de relatório em posse da Polícia Federal.

Alckmin afirmou não querer "transformar isso em briga política", numa referência ao envolvimento de políticos do PT e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no pedido de apuração das denúncias à PF. "Sempre dissemos e quero reiterar: investigação, apuração, punição e, no caso das empresas, ressarcimento do Estado", disse o governador. "Nós precisamos de provas. É isso que queremos e o compromisso de São Paulo é investigação rigorosa, colaboração com os órgãos de segurança e, se comprovado o cartel, ressarcimento", disse.

O governador participou, há pouco, da cerimônia de formatura dos primeiros mil agentes para a escolta de presos no Estado.

Geraldo Alckmin pediu