Tenente Coimbra - Vacina para todos da linha de frente contra a Covid-19

Precisamos distribuir corretamente os imunizantes e garantir que os critérios sejam obedecidos

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10 FEV 2021Por Artigo06h40

A imunização contra a Covid-19 é um dos fatores determinantes para retomada econômica e o Brasil já abriu caminhos para uma recuperação mais rápida. O governo federal iniciou a distribuição de 2,9 milhões de doses de Coronavac e negocia a compra de 30 milhões de doses dos imunizantes da Rússia e da Índia. Nesta semana, a vacina de Oxford/AstraZeneca começa a ser produzida em solo brasileiro.

Desde o início da campanha de vacinação, mais de 3,81 milhões de doses foram aplicadas no país. Em São Paulo, 933.785 pessoas receberam o imunizante até o fechamento desta coluna, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde divulgados por meio do vacinomêtro. É um grande passo e traz a esperança de que a população, em breve, poderá retornar às atividades diárias, afastando a incertezas causadas pela maior crise sanitária dos últimos anos.

As perspectivas são promissoras, mas é preciso mudar algumas coisas e combater o ‘jeitinho brasileiro’ de querer levar vantagem em tudo, furando a fila da vacinação. 

As prioridades foram definidas por meio de análises de risco feitas por cientistas e especialistas em imunização e devem ser seguidas à risca para garantir que profissionais expostos diariamente à contaminação e as pessoas que têm mais risco de desenvolver a doença em sua forma mais grave não sejam prejudicadas. Qualquer desvio deve ser punido.

Em São Paulo, já identificamos algumas falhas. O Plano Estadual de Imunização prevê a vacinação de equipes que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, mas exclui do grupo prioritário os servidores e colaboradores terceirizados que trabalham nos setores administrativos e na prestação de serviços, como limpeza e manutenção. 

É muito inadequado excluir esses trabalhadores das primeiras etapas da vacinação. Eles são expostos diariamente ao risco de contaminação e desempenham função essencial dentro do hospital. Todos, sem exceção, devem estar protegidos.

Para corrigir esse problema, encaminhei ao governador de São Paulo uma indicação para que os trabalhadores do setor de saúde sejam imunizados, independentemente de sua função. Esperamos que Doria reveja essa determinação injusta e aprove o projeto.

A Covid-19 teve efeitos econômicos, políticos e sociais devastadores, mas a chegada da vacina pode mudar essa realidade. Para isso, precisamos distribuir corretamente os imunizantes e garantir que os critérios sejam obedecidos. Todos precisam fazer sua parte para que país volte a prosperar.

Tenente Coimbra, deputado estadual