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Ao chamar Janot de desqualificado, Gilmar sobe o tom de críticas ao procurador

"Ele não tem condições. Não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir um órgão dessa importância", afirmou

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08 AGO 2017Por Folhapress14h00
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), subiu o tom de suas declarações a respeito do procurador-geral da República, Rodrigo JanotFoto: EBC

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), subiu o tom de suas declarações a respeito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Nesta segunda (7), afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que considera Janot "o procurador mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria".

"Ele não tem condições. Não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir um órgão dessa importância", afirmou.

No domingo (6), após acompanhar a eleição suplementara o governo do Amazonas, o ministro disse que desejava uma "boa viagem" ao chefe do Ministério Público Federal, que encerra seu mandato em dezembro.

Mendes jantou com Michel Temer (PMDB) no domingo, em encontro que não estava na agenda oficial do peemedebista, apenas na do ministro.

Questionado pela rádio se não via problemas em se encontrar com o presidente, que eventualmente poderia julgar no Supremo, ele afirmou que essas especulações são uma "psicose" da imprensa.

"Veja, estamos hoje com 300, 400 parlamentares investigados. A toda hora nos encontramos com eles em Brasília, é inevitável." Para o ministro, quem questiona esses encontros não conhece "como a máquina pública funciona".

"Se ficasse impedido de julgar porque conheço um parlamentar ou outro, eu, ou qualquer um de nós do Supremo, teríamos que levar os casos para Marte", disse, em resposta a uma pergunta sobre seu relacionamento com o senador Aécio Neves (PSDB).

Gilmar Mendes também falou sobre as críticas que tem feito à Operação Lava Jato ("há muitos problemas, não só em Brasília, mas também em Curitiba, houve uma forma de reescrever a legislação"). E disse que o acordo de delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista com o Ministério Público Federal, que implicou Temer, "certamente será reavaliado" pelo STF.

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