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Merkel afirma que se prepara para campanha mais difícil de sua carreira

Os jornais alemãs amanheceram nesta segunda-feira analisando a decisão da chanceler alemã

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21 NOV 2016Por ANSA18h30
Angela Merkel disse que se prepara para a campanha mais difícil de sua carreiraFoto: Associated Press

A chanceler alemã, Angela Merkel, confirmou ontem (21) que concorrerá a um quarto mandato, mas admitiu que está se preparando para enfrentar a campanha eleitoral mais difícil de sua carreira. "Esta eleição vai ser ainda mais difícil do que as anteriores", disse Merkel, ressaltando uma "forte polarização" da sociedade e prometendo lutar "pelos nossos valores e pelo nosso modo de vida", segundo a Agência Ansa.

Os jornais alemãs amanheceram nesta segunda-feira analisando a decisão de Merkel de concorrer à reeleição como presidente de seu partido, o União Democrata-Cristão (UDC), na convenção nacional do mês que vem. De acordo com a maioria dos analistas ouvidos pela mídia do país, o nome de Merkel desponta naturalmente diante da falta de opções de lideranças. "Mekel tentará, mas quem mais tentaria?", questiona o jornal conservador Welt na sua primeira página, ressaltando que uma das tarefas da chanceler nos próximos quatro anos será criar um sucessor.

Em tom crítico, o diário Spiegel comentou que "não foi possível traçar, durante os 25 minutos de discurso de Merkel na televisão ontem, o programa de governo e as propostas que a chancelar apresentará aos alemães depois de 11 anos de governo".

Aos 62 anos de idade, Merkel completa mais de uma década no governo da Alemanha, período no qual enfrentou uma série de crises internas e europeias. A chanceler se tornou a primeira mulher a assumir o posto na Alemanha unificada, em 2005.

Ela disputará a eleição para a Presidência de seu partido e, caso vença, concorrerá no pleito geral que deve ocorrer entre agosto e outubro do ano que vem. Pesquisas locais indicam que 60% dos eleitores apoiam um novo mandato de Merkel, que é vista como força estabilizadora dentro da Europa, em um momento em que o continente sofre com as consequências do Brexit e do crescimento de partidos nacionalistas de extrema-direita.

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