Saúde

Baixada Santista tem 10 casos confirmados da varíola dos macacos

Número não corresponde ao divulgado pelo Governo do Estado - 12 casos - no último fim de semana; veja como as cidades estão preparando as equipes de saúde para diagnosticar e tratar a doença

Luana Fernandes

Publicado em 09/08/2022 às 12:00

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Santos confirma quarto caso de varíola dos macacos / Foto: Divulgação PMS

Dez casos da varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox, estão sendo acompanhados por quatro prefeituras da Baixada Santista: Santos, São Vicente, Praia Grande e Itanhaém. Além destes, existem mais cinco casos suspeitos sendo investigados pela administração vicentina - com dois casos ainda não confirmados - e a Prefeitura de Peruíbe, com três pessoas sob suspeita.

A informação, checada pela reportagem do Diário do Litoral, com as nove prefeituras da Região, não corresponde com os números divulgados pelo secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, em visita a Santos no último fim de semana. Segundo o chefe da pasta estadual informou no sábado passado (6), a Baixada Santista tem 12 casos confirmados.

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Gorinchteyn garante que a doença não é uma emergência em saúde pública, frente ao grau de letalidade, com formas muito mais leves, e não sobrecarrega o sistema de saúde. O secretário ainda afirmou que a única forma de se evitar o seu alastramento é a informação. E é assim que as cidades da Região estão trabalhando: informando primeiramente os servidores de saúde.

Em Mongaguá, por exemplo, os profissionais de saúde da Cidade estão passando por capacitação a respeito da varíola dos macacos. "Estamos fazendo o melhor para enfrentar mais um desafio. É preciso que haja colaboração da população. A transmissão acontece com o contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, secreções respiratórias e objetos contaminados. É necessário que os cuidados que já eram tomados com a Covid-19, permaneçam", reforça o diretor de Saúde Marcelo Veiga do Marco. Até o momento, a cidade não tem casos de monkeypox confirmados.

Também sem casos confirmados de varíola dos macacos (monkeypox) até 8 de agosto, Cubatão tem se preparado para o novo caso de “emergência de Saúde Pública de importância internacional”, como declarado em 23 de julho pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em reunião realizada na última quinta-feira (4), a equipe técnica da secretaria deu os primeiros passos para a concretização do Plano de Contingência para o município, a ser finalizado nos próximos dias, e organizou uma série de treinamentos para as equipes em consonância com o plano de enfrentamento lançado pelo Estado de São Paulo.

A Prefeitura de Guarujá informou à reportagem do DL que a Vigilância Epidemiológica não tem registro de casos confirmados de varíola símia (monkeypox), também conhecida como varíola dos macacos. No entanto, não comentou sobre a preparação que está fazendo com as equipes de saúde.

Na cidade vizinha, Bertioga, também não há casos confirmados ou suspeitos de varíolas dos macacos. Como ação preventiva, o Município recomenda que pessoas dos grupos de risco continuem utilizando máscaras. Já para profissionais da saúde, é necessário usar máscara, avental e luvas.

Para a população em geral, não há obrigatoriedade em utilizar máscaras e EPI'S, entretanto, é recomendado evitar aglomerações e sempre utilizar preservativos durante as relações sexuais.

A Prefeitura de Bertioga também informou que segue as orientações técnicas do Governo do Estado. Além disso, na última sexta-feira (5), os profissionais da rede municipal de saúde e de educação de Bertioga receberam treinamento sobre o plano de contingência para a varíola dos macacos.

Casos suspeitos 

Em Peruíbe, há três casos suspeitos sendo acompanhados pela Prefeitura. Na última quinta-feira (4) a Secretaria Municipal de Saúde promoveu reunião com representantes da Atenção Básica, Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Laboratório Municipal e Serviço Municipal de Vigilância Epidemiológica para tratar fluxos, atendimentos e educação permanente. “O município também abrirá na próxima semana um disque-dúvidas ou disque-varíola das 9 às 15h para tirar dúvidas dos munícipes e orientar qual unidade procurar, exames, notificação e avaliação”.

Em São Vicente também há dois casos confirmados sendo acompanhados pela Prefeitura. A Secretaria de Saúde (Sesau) da cidade reforça que segue um rígido protocolo quando há algum caso suspeito. “O procedimento inclui atendimento clínico minucioso, isolamento do paciente, notificação do caso, coleta de exames e monitoramento do paciente e de pessoas que tiveram contato direto com o suspeito”, comenta. Para o atendimento de casos suspeitos, a Sesau disponibiliza 26 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Estratégias de Saúde da Família (ESF) e três unidades de Pronto Atendimento (Crei, Parque das Bandeiras e Humaitá), que funcionam 24 horas.

Casos confirmados

Em São Vicente, são dois casos confirmados. Todos os pacientes estão em isolamento e em monitoramento constante pela Vigilância Epidemiológica. Além disso, três casos já analisados foram descartados para monkeypox. Em Itanhaém, o único caso confirmado também está sendo acompanhado e os contatos diretos monitorados. “Foi enviado um informe técnico para todas as unidades de saúde com orientações de atendimento e exames”, afirmou a Prefeitura sobre a preparação das equipes da Cidade.

Em Praia Grande, os profissionais da rede de saúde pública e privada também receberam treinamento sobre o monkeypox. Diretores de unidades escolares municipais também já passaram por treinamento para identificação e protocolo a ser adotado em caso de suspeita da doença. Na cidade, há três casos da varíola dos macacos confirmados. Os três estão em isolamento domiciliar, sendo monitorados pela equipe de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde Pública (Sesap). Segundo a Prefeitura, todos encontram-se estáveis. Os três pacientes são homens, na faixa etária próxima aos 40 anos.

Santos é a cidade que mais tem casos na Região: são 4 casos confirmados de varíola dos macacos e 12 suspeitos. Segundo a Prefeitura, a rede pública e privada de Saúde passou por capacitação na última semana, capitaneada pela Secretaria de Saúde de Santos. “O objetivo é que os profissionais estejam com o olhar treinado para os sinais e sintomas da monkeypox e que os casos suspeitos passem a ser isolados o mais precocemente possível, evitando novas contaminações”.

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