Sindical e Previdência

Poupafarma deve iniciar dispensa de 1.200 funcionários na próxima semana

Sindicato da categoria se reuniu com representantes da Poupafarma no Ministério Público do Trabalho; apesar das dispensas ainda não se sabe se a empresa continuará as atividades

Luana Fernandes

Publicado em 03/03/2023 às 07:00

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Unidades da Poupafarma fecharam as portas no dia 6 de fevereiro / Divulgação

O Ministério Público do Trabalho promoveu nesta quinta-feira (02) uma reunião entre o Sindicatos de Práticos de Farmácias de Santos (Sinprafarmas) para buscar soluções e respostas sobre a situação dos trabalhadores da rede farmacêutica. Apesar do encontro, ainda não há uma resposta definitiva sobre como ficará a situação da empresa - se volta a funcionar ou fecha as portas de vez - mas, já sabemos que os funcionários começarão a ser dispensados.

Segundo o advogado Leandro Murat, representante jurídico da Sinprafarmas, um dos pontos importantes abordados na reunião de hoje é a falta de previsão para pagamento das verbas rescisórias e dos demais direitos atrasados (vale-refeição desde dezembro/22, salário de janeiro, abono previsto na Convenção Coletiva, etc). "A empresa alega que ainda está gerando os Termos de Rescisão e calculando as verbas devidas aos trabalhadores e, após isso, será estudada uma forma de pagamento", afirmou.

Contudo, ainda segundo o advogado, a empresa afirmou que, a partir de terça-feira da próxima semana (dia 07), vai começar a enviar aos trabalhadores as guias para levantamento do FGTS e habilitação para o Seguro Desemprego. Esse processo deve levar alguns dias para ser concluído, em razão do elevado número de trabalhadores dispensados (cerca de 1.200).

Por conta da indefinição da empresa quanto ao pagamento, o Sinprafarmas recomenda aos trabalhadores prejudicados que procurem o departamento jurídico da entidade para entrar com ação judicial para cobrança das verbas devidas. "Não há uma perspectiva de resolução no curto prazo, ou sequer uma garantia de que irão propor alguma forma de pagamento", explicou Murat, diante da falta de respostas da empresa. Assim como nas outras reportagens, a Poupafarma não respondeu aos questionamentos do Diário do Litoral.

De portas fechadas

A Poupafarma está de portas fechadas desde o início de fevereiro. Com o fechamento veio o aviso de que a empresa iria se reestruturar para voltar as atividades em breve. Desde então, funcionários vivem na incerteza de pagamento de salários e de permanência em seus cargos.

Na última semana, a Dissim Distribuidora abriu pedido de falência e demitiu cerca de 80 funcionários e trabalhavam em escritório na Praia Grande. A empresa era a responsável direta pela distribuição de medicamentos para as farmácias da rede e fazia parte do mesmo grupo da Poupafarma, o Investfarma.

No início desta semana, o grupo responsável pelas redes de farmácias Poupafarma, Estação e Marcelo, além da Dissim, entre outras, obteve na Justiça o pedido de tutela antecipada antecedente preparatória de processo recuperacional. O advogado Leandro Murat explica: "eles entraram com uma ação cautelar, com pedido de liminar para suspender execuções e penhoras, com o intuito de preservar a empresa e viabilizar, nesse período, a análise da real situação financeira".

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