Governo reitera todos direitos dos portuários

Presidentes das federações de trabalhores portuários e avulsos se reuniram ontem com Gleisi Hoffmann

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15 FEV 201312h37

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou a representantes das federações que atuam nos portos brasileiros que o governo tem a preocupação de respeitar o direito dos trabalhadores. “Era uma orientação da presidenta que seguimos à risca”, disse nesta quinta-feira (14).

Gleisi declarou, também, que o setor não deve temer a concorrência dos portos privados. Segundo os sindicatos, as vantagens do novo modelo podem levar os portos organizados à falência, prejudicando os trabalhadores.

“Se tivéssemos medo da concorrência dos portos, não estaríamos aportando R$ 3,8 bilhões para dragagem e aprofundamento de canal”, disse Gleisi, citando também obras de acesso aos portos, como rodovias e ferrovias.

De acordo com a ministra, o objetivo do governo é aumentar a competitividade dos portos e reduzir o custo Brasil. “Temos um propósito muito claro, queremos um sistema competitivo que dê resposta à grandeza do País. Portos organizados e terminais privados podem conviver sem prejudicar direitos dos trabalhadores.”

Apesar de receber representantes do setor no Palácio do Planalto, Gleisi afirmou que a discussão cabe agora ao Congresso Nacional, que vai apreciar a Medida Provisória 595, do pacote de portos. Também participou da reunião o ministro dos Portos, Leônidas Cristino.

A audiência na Casa Civil foi marcada pela deputada estadual Telma de Souza (PT), que acompanhou os sindicalistas portuários na reunião. Na próxima semana, os trabalhadores realizam, em Brasília,  plenária nacional.

MP-595 - A nova lei dos portos começa a ser votada na próxima semana (Foto: Matheus Tagé/ DL)