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Saúde

Roda de conversa em Santos debate direitos LGBT+ no SUS

A carteira com nome social também foi ressaltada pelo médico Bruno Oliveira Santos, que participou da roda de conversa

Da Reportagem

Publicado em 04/10/2023 às 13:26

Atualizado em 04/10/2023 às 14:28

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Barreiras a serem transpostas para garantir os direitos LGBT+ no Sistema Único de Saúde (SUS) foram o tema da roda de conversa / Carlos Nogueira/PMS

Barreiras a serem transpostas para garantir os direitos LGBT+ no Sistema Único de Saúde (SUS) foram o tema da roda de conversa, nesta terça-feira (3), na Associação dos dos Advogados de Santos. O evento faz parte da 12ª  Semana Municipal da Diversidade Sexual.

Durante a conversa, a coordenadora de Políticas para a Diversidade, da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (Semulher), Taiane Miyake, chamou a atenção para problemas ainda enfrentados pela população LGBT+.

“O SUS preza a equidade na teoria, mas na prática, não. Temos um déficit grande a ser resolvido. Hoje, por exemplo, não conseguimos confeccionar o cartão SUS para travestis e transexuais por conta de um ataque hacker que ocorreu no governo anterior e a atual gestão federal ainda não solucionou”, diz Taiane.

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A carteira com nome social também foi ressaltada pelo médico Bruno Oliveira Santos, que participou da roda de conversa, como um direito que já é garantido por lei, é simples de ser executado, mas não é aplicado no SUS. Por isso, segundo ele, é importante debater e cobrar o cumprimento da legislação.

“Nosso maior desafio é garantir que os direitos que já existem na legislação sejam cumpridos. Por exemplo, a garantia de uma pessoa transsexual ao nome social em um prontuário. Isso já é lei, porém, muitas vezes, nos deparamos com uma barreira para o cumprimento dela na prática. Então, não adianta somente falar em avanços, se não cobrarmos os que já deveriam funcionar”.

A coordenadora municipal de Políticas para a Diversidade destaca ainda outro problema a ser resolvido para o público LGBT+, em especial para travestis e transexuais. “Em campanha como o Outubro Rosa, fala-se para mulheres cis, mas não para mulheres trans. Não se fala de homens trans ou travestis. A mesma coisa do Novembro Azul, que a só fala para homens cis. Então é isso que estamos abordando”.

Recheada de atividades, a ‘Semana Municipal da Diversidade Sexual’ prossegue até o próximo domingo (8), com a realização da 6ª Parada do Orgulho LGBT, na Praça Mauá, fechando a programação.

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