Prefeitos da Baixada Santista fazem pedidos à Temer

Dois prefeitos solicitaram recursos para a saúde; Cubatão pediu apoio para a reabertura do hospital municipal

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12 JAN 2017Por Diário do Litoral21h55
Entre as demandas dos chefes dos executivos da Região o apoio à saúdeFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Os prefeitos da Baixada Santista aproveitaram a vinda do presidente Michel Temer (PMDB) à Praia Grande, na tarde de hoje (12), para reivindicar auxílios aos municípios. O encontro foi informal, minutos antes do início da solenidade de inauguração da Escola Municipal (EMEF) Fued Temer. Entre as demandas dos chefes dos executivos da Região o apoio à saúde.

“Alguns prefeitos fizeram pedidos informais, outros protocolizaram e eu pedi que ele olhasse com bons olhos a reabertura do Hospital Municipal de Cubatão. Ele falou que vai mandar ajuda mantendo o teto dos gastos”, afirmou Ademário Oliveira (PSDB), prefeito de Cubatão.

Segundo Oliveira, a conversa dos prefeitos com Temer ocorreu de forma coletiva. “Foi uma conversa informal e muito rápida”, destacou. O Hospital Municipal de Cubatão está fechado há cinco meses. Desde que assumiu a prefeitura, Oliveira tem despachado da unidade. Uma força tarefa foi constituída para viabilizar a reabertura do equipamento, que não deve acontecer nos próximos três meses.

“O hospital não tem condições mínimas de atender ninguém. Não existe condições sanitárias. A reabertura depende da disponibilização de ordem financeira. O orçamento é uma peça estimativa e não dá para existir uma previsão definitiva da abertura. É preciso que esse planejamento se consolide e precisa no mínimo de 90 dias para pensar em reabertura”, destacou o prefeito de Cubatão.

Caio Matheus (PSDB), prefeito de Bertioga, também reivindicou auxílio para o setor. “Fiz pedido para a área da saúde”, afirmou. Os prefeitos de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), de São Vicente, Pedro Gouvêa (PMDB) e de Mongaguá, Arthur Parada Prócida (PSDB) também estiveram presentes no encontro.

Economia

Durante entrevista coletiva, Temer ressaltou a diminuição da taxa de juros e da inflação, estimada anteriormente em 10,7% e que está hoje em 6,29%. A meta, segundo ele, é mantê-la em apenas ‘um dígito’.

“Há uma projeção, nada certo, evidentemente, mas há uma projeção no sentindo de que os juros venham caindo paulatinamente, porém com muita responsabilidade. Isso já teve repercussão no mercado financeiro. Os bancos já começaram a reduzir as suas taxas de juros. Esse trabalho tem dado resultados, somado, naturalmente, a questão da queda da inflação. No passado era 10,70% a previsão da inflação. Estamos hoje com 6,29%. Um pouco abaixo do teto que seria estimado para a inflação”, afirmou o presidente.

Segurança

Temer também fez comentários sobre a segurança pública no país. O presidente destacou os investimentos da ordem de R$ 1 bilhão para a construção de penitenciárias. O Governo Federal enfrenta uma crise no sistema prisional, que teve começou com o massacre de 60 presos, em um complexo em Manaus e outras dezenas em unidades de Roraima.

“Recentemente anunciamos a construção de mais cinco penitenciárias federais, mas ao mesmo tempo destinamos verbas para os estados. Cada estado deverá construir um presídio pelo menos. Vinte e cinco presídios serão construídos somando 30 presídios no país”, afirmou Temer. A unidades prisionais serão construídas em módulos.

Os cinco novos presídios federais anunciados seriam suficientes para reduzir somente 0,4% do deficit de vagas em prisões brasileiras.

Temer ignora protesto e diz que não reduzirá investimento

Durante a solenidade de inauguração da escola municipal que recebeu o nome do seu irmão, Fued Temer, o presidente afirmou que não reduzirá os investimentos em educação, que deve contar com R$ 10 bilhões a mais no orçamento deste ano.

“Vemos algumas afirmações que o presidente, com as reformas que está fazendo, vai acabar com a educação, com a saúde, que vai reduzir as verbas. Nós estamos revalorizando os recursos da saúde e da educação na peça orçamentária que estamos mandando para o Congresso Nacional. São R$ 10 bilhões a mais para a educação esse ano, comparativamente à 2016. E mais ou menos o mesmo valor para a saúde”, destacou Temer.

O presidente agradeceu o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB) pela homenagem ao irmão, e ressaltou a qualidade da escola. “Eu sempre tive a ideia de que a educação é o que mobiliza o país. No meu tempo não tinha essa maravilhosa sala de informática. O aluno, nessas salas, além de aprender vai se divertir. Isso merece até um elogio”.

Também presente na solenidade, o ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou o aumento o reajuste de 7,64% do piso nacional dos professores. “Para os municípios nas regiões menos desenvolvidas isso é muito positivo, até porque, infelizmente, nós temos um quadro ainda de não a valorização do tamanho da missão do professor”, afirmou.

O evento contou ainda com a participação do vice-governador, Márcio França (PSB), que representou o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Protesto

Temer foi recebido com um protesto de cerca de 50 a 70 pessoas em frente à escola. A maior parte era de estudantes ligados a movimentos e partidos de esquerda, como o PSOL. Antes de o evento começar, o mestre de cerimônia procurava falar ao microfone quando os manifestantes gritavam, para tentar encobrir o barulho do protesto.