Polícia começará a colher depoimentos do caso de corpo em córrego em SV

Delegacia de Investigações Gerais (DIG) irá apurar as circunstâncias em que ocorreram as quatro mortes; um adolescente sobreviveu

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12 NOV 2019Por Gilmar Alves Jr.17h34
Melquesedeque Romualdo dos Santos, de 16 anos; corpo dele, segundo a família, foi jogado em córregoFoto: Reprodução

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos vai começar a colher depoimentos de testemunha, nesta semana, no âmbito do inquérito que vai apurar as circunstâncias da ação policial que terminou, no último dia 8, com quatro mortos e um ferido no Dique da Caxeta, em São Vicente. Um vídeo gravado por moradores daquela região mostra um policial militar jogando na água o que parece ser o corpo do adolescente Melquesedeque Romualdo dos Santos, de 16 anos, um dos mortos.

Conforme informações obtidas pelo Diário do Litoral, o vídeo será encaminhado pela DIG ao Instituto de Criminalística (IC) ainda nesta semana para perícia.

Existe a possibilidade, conforme apurou o Diário, que policiais envolvidos na ocorrência, do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (2º Baep), também comecem a ser ouvidos na DIG nesta semana.

A PM sustenta que foi recebida a tiros durante a operação e diz que no revide cinco pessoas foram baleadas, incluindo Melquesedeque. No registro do caso, na Delegacia de São Vicente, policiais disseram que o adolescente foi retirado do córrego na segunda tentativa, pois definiram o solo como “extremamente escorregadio”.

Há moradores, porém, que negam ter ocorrido uma troca de tiros e dizem que os policiais chegaram atirando.

A corporação diz que houve pessoas da comunidade que buscaram prejudicar a ação policial.

“Diversas pessoas lançaram pedras, garrafas e objetos contra os policiais, sendo necessário o emprego de munição não letal para reestabelecer a ordem e tornar possível a chegada das equipes de socorro (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Samu)”, disse, em nota, a PM.

A PM afirma que com os envolvidos no confronto apreendeu quatro pistolas, dois revólveres, dois rádios de comunicação e grande quantidade de entorpecentes. A Melquesedeque é atribuído o uso de uma pistola com munição suprimida.