Deficit da Polícia Civil paulista atinge pior patamar da história e ultrapassa barreira de 15 mil policiais

O índice atinge o pior nível de sua história em um momento em que o estado convive com ações deflagradas pelo crime organizado por todo o interior paulista, conhecidas como novo cangaço. 

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07 OUT 2021Por Da Reportagem19h34
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O déficit na Polícia Civil de São Paulo ultrapassou a barreira de 15 mil policiais pela primeira vez desde que o levantamento mensal começou a ser realizado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), em outubro de 2017.

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O índice atinge o pior nível de sua história em um momento em que o estado convive com ações deflagradas pelo crime organizado por todo o interior paulista, conhecidas como novo cangaço. 

A contagem é realizada mensalmente pelo Sindpesp por meio do Defasômetro e publicada em www.sindpesp.org.br.

O déficit aumentou vertiginosamente durante o Governo Doria. No início da gestão atual, em janeiro de 2019, o Defasômetro estava em 13.553, ou seja, entre provimentos e baixas, o saldo é negativo em quase 1.500 policiais.

“Apesar do discurso de que investe na Segurança Pública, o que temos hoje sob o comando do governador Doria é o desmonte intencional da Polícia Civil”, avalia a presidente do Sindpesp, delegada Raquel Kobashi Gallinati. “Sem um investimento consistente e urgente, a Polícia Civil de São Paulo entrará em colapso”.

A falta de investimento na Polícia Civil fica evidente pelo déficit, sucateamento das estruturas como delegacias, viaturas e armamentos e pelos salários pagos aos policiais, que hoje são os menores entre todos os estados do Brasil.

“Quem fica desprotegida por essa política de sucatear a polícia é a população. Crimes que poderiam ser evitados antes do primeiro tiro com uso de inteligência e tecnologia aterrorizam os paulistas. As facções criminosas agem e o governador Doria sufoca a Polícia Civil, que tem o conhecimento para agir, impedindo que ela evite esses crimes”.

Entre os delegados, dos 4.463 cargos existentes, apenas 2.549 estão ocupados. E, números absolutos, a carreira onde faltam mais profissionais é a de investigador, com déficit de 3.648 postos.