Após gols em Choque-Rei e Derby, Rafael Marques evita pressão na final

O atacante passou em branco na derrota do Derby da fase classificatória, quando saiu do banco. Como titular em clássicos, são três gols em dois jogos

22 ABR 2015 • POR • 15h06

Rafael Marques marcou dois gols sobre o São Paulo e balançou as redes diante do Corinthians para sentenciar o empate que antecedeu a vitória nos pênaltis, pela semifinal. Ficou marcado por torcedores como artilheiro dos clássicos e, neste domingo, enfrenta o único rival que não encarou nesta segunda passagem pelo Palmeiras. Mas não quer se sentir pressionado para a final do Campeonato Paulista, diante do Santos.

“Já fiz gol contra o Santos pelo Botafogo”, sorriu, brincando para se mostrar à prova das consequências negativas da expectativa da torcida. “Se eu for para o jogo com o pensamento de querer me tornar o homem dos clássicos, com certeza não farei gol no Santos”, indicou.

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“Procuro sempre focar em fazer uma boa partida, ajudando a equipe na marcação, taticamente, dando assistência. Assim, deixo o gol sair naturalmente. Se eu estiver preparado psicologicamente, concentrado, é óbvio que a possibilidade de gol se eu tiver oportunidade é de 100%, mas apenas se eu estiver sempre focado no nosso maior objetivo: a vitória”, ensinou.

Mas é o desempenho de Rafael Marques diante dos rivais que faz a torcida se animar. Só passou em branco na derrota do Derby da fase classificatória, quando saiu do banco. Como titular em clássicos, são três gols em dois jogos, ambos com vitórias, e ele não participou da derrota de virada na Vila Belmiro por estar machucado. Agora, vive a expectativa de uma semana distinta.

“A atmosfera para clássico é diferente no clima, no dia a dia. Não tem como falar que é um jogo igual aos outros, você entra ainda mais motivado para esses tipos de jogos. Mas estarei mentindo se eu falar que mudo a minha preparação”, garantiu o camisa 19 do Verdão.

“Talvez eu tenha contado com a sorte também, porque entro em todas as partidas com a mesma motivação e determinação. Fico ligado o tempo todo porque não é sempre que surge uma oportunidade de gol. No domingo, isso ficou bem nítido: não tive uma boa atuação no primeiro tempo, mas melhorei um pouquinho mais no segundo e marquei na única chance que tive. Nunca se sabe se haverá outra”, apontou.

Pensando assim, o atacante já bateu dois rivais, e a torcida espera que repita a dose nas duas partidas da decisão. “Fico feliz por marcar nesses jogos, nos quais há mais atenção da torcida, mas tenho pés no chão, trabalhando quietinho, conquistando espaço. Se for possível e eu tiver chance de fazer gol contra o Santos, ficarei muito contente, só que o mais importante é a vitória”, declarou.