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Guarujá

Defesa Civil aposta em tecnologias para melhorar monitoramento climático

Município conta com pluviômetros, sensores de umidade e de raios e radar meteorológico; tudo para identificar áreas de risco geológico, meteorológico e variações de água no solo

Defesa Civil de Guarujá que auxiliam no planejamento de ações em desastres sócio naturais / Divulgação/ Prefeitura de Guarujá

Conhecer o clima e monitorar suas mudanças são fatores fundamentais para traçar estratégias de prevenção a desastres naturais, principalmente na temporada de verão. Por isso, a Defesa Civil de Guarujá conta equipamentos que captam as variações climáticas e auxiliam no planejamento de ações relativas a desastres sócio naturais, que incluem deslizamentos, inundações, enchentes, erosão costeira e outras.

O Município possui pluviômetros manuais e automáticos, utilizados para coletar e medir as chuvas. Os aparelhos manuais efetuam a leitura da chuva diariamente. Os dados são coletados pela equipe da Defesa Civil e em seguida são tabulados e inseridos no banco de histórico de dados pluviométricos de Guarujá, que funciona desde 1990.

Fora isso, esses dados alimentam também o histórico do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), autarquia estadual. Guarujá administra dois postos em parceria com o DAEE, localizados nos bairros da Enseada e Santo Antônio. A manutenção é realizada diariamente.

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Atualmente, o Município possui 15 estações com pluviômetros automáticos, que cobrem 143 km² de extensão da Ilha de Santo Amaro, monitorando as áreas de risco geológico e áreas suscetíveis a alagamentos, enchentes e inundações. Os dados são coletados e armazenados automaticamente e, em seguida, são enviados e disponibilizados na internet em tempo real. São estações pluviométricas autônomas, que utilizam energia solar.

“O monitoramento é cada vez mais fundamental na ação de preparação e prevenção aos desastres sócio naturais, isto porque estes desastres são relacionados a eventos climáticos  severos, que podem ser acompanhados e esse acompanhamento cada vez mais permite o envio de alerta a população e órgãos de segurança e que lidam com infraestrutura”, afirmou o geólogo e assessor técnico da Defesa Civil.

Sensor de raios

Guarujá conta também com um sensor de raios, fruto de uma iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais  (INPE), por meio de uma tese de doutorado do professor Flávio de Carvalho Magina. O sensor mede a alteração no campo elétrico da atmosfera, indicando a possibilidade de descargas elétricas que estatisticamente ocorre em média em 70% dos casos. Os dados analisados em tempo real ao INPE para processo e armazenamento das informações. Ele se encontra em fase de pesquisa e aquisição de dados e está instalado no bairro do Guaiúba.

Sensor de Umidade

A plataforma de coleta de dados faz parte de iniciativa do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (CEMADEN) e utiliza dados de chuva, associados a sensores de umidade de solo, os quais identificam a variação da quantidade de água no solo em até três metros de profundidade. Os sensores são colocados em tubos e enterrados no solo. O monitoramento da umidade das camadas de solo junto com os dados de chuva permite a avaliação de cenários de risco para a emissão de alertas antecipados.
 

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