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Santos negocia patrocínios menores para arrecadar bom montante

Sem um patrocinador master desde janeiro de 2013, o Peixe tem se desdobrado com acordos pontuais durante todo esse tempo

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13 FEV 201514h42

Os dirigentes brasileiros são taxativos quando dizem que o mercado está retraído. Desde às vésperas do advento da Copa do Mundo, que foi realizado no Brasil no meio do ano passado, os clubes têm encontrado muitas dificuldades para renovar, estender ou até mesmo encontrar um parceiro fixo, para contratos de médio a longo prazo.

No Santos não é diferente. Sem um patrocinador master desde janeiro de 2013, o Peixe tem se desdobrado com acordos pontuais durante todo esse tempo. No clássico do último domingo, por exemplo, o clube estampou a marca Truckvan nos ombros. A exposição da empresa de caminhões no uniforme santista já está acertada para o duelo contra o Palmeiras, que também será transmitido pela TV que detém os direitos do campeonato.

Mas o que o departamento de marketing do Santos procura são contratos longos, que sirvam de suporte financeiro para o alvinegro da Vila Belmiro.

Porém, ciente da dificuldade para encontrar uma empresa disposta a desembolsar aproximadamente R$ 20 milhões anualmente, a estratégia é lotear os espaços do uniforme separadamente.

Atualmente, o único parceiro fixo que exibe sua marca na camisa do time de Vila Belmiro é a Corr Plastik, empresa de tubos e conexões. O acordo rende cerca de R$ 5 milhões aos cofres do clube pela estampa nas mangas.

O patrocínio da Truckvan já é visível nos ombros da camisa do Santos (Foto: Ricardo Saibun/Divulgação/Santos FC)

“É mais fácil eu encontrar dois patrocinadores que aceitem pagar R$ 12 milhões ao ano do que um que tope um acordo de R$ 18 milhões”, exemplificou Alex Fernandes, diretor de marketing do Peixe. Diferente da maioria dos times, o Santos pretende negociar o peito, as costas e os ombros de forma segmentada, com valores distintos, para, quem sabe, chegar a um valor total que agrade e esteja dentro do que o clube espera receber.

No fim do ano passado, a antiga gestão fechou patrocínios pontuais com a empresa de telecomunicações Huawei e alinhavou um contrato de uma temporada. Com a virada do ano, a equipe de Modesto Roma Jr assumiu o comando com a intenção de fechar o negócio. No entanto, a empresa chinesa está passando por algumas reformulações internas, como a troca da pessoa que representa a Huawei na América Latina, e tudo isso esfriou o negócio, antes tão perto de um acerto. Sem tempo a perder, o Santos mantém contato com os chineses, mas partiu em busca de outras alternativas.

Um dos grandes alvos atualmente é a Caixa Econômica. Patrocinadora de Corinthians, Flamengo e outras tantas equipes menores, o banco estatal pode ser uma boa saída para o Peixe. E mesmo sem ter a CND (Certidão Negativa de Débito) em mãos neste momento, o clube acredita que pode obter sucesso na negociação.

“Você acredita que todos os clubes patrocinados pela Caixa têm a CND?”, comentou o presidente Modesto Roma Jr.

“No momento não podemos falar nada. Porque se eu comento que estou negociando com uma empresa, vem outros clubes ou agentes publicitários e atravessam o meu negócio. Por isso, precisamos agir em silêncio e falarmos apenas quando tivermos algo fechado”, explicou o cauteloso diretor de marketing santista, Alex Fernandes.

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